Resenha - II - H.E.A.T.

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Por Otávio Augusto Juliano
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Eu preciso começar esta resenha admitindo que eu sou realmente um grande fã desta banda sueca desde que eu ouvi o primeiro álbum, o autointitulado "H.e.a.t.", lançado em 2008. H.E.A.T. se tornou uma das minhas bandas favoritas, ainda mais quando eu tive a oportunidade de vê-los ao vivo em Londres, em 2018, como banda de abertura para o The Quireboys.

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A energia, a paixão e alta qualidade da produção fazem parte das músicas feitas pelo H.E.A.T. e honestamente acredito que "II" pode levar a banda ao mainstream do Hard Rock, especialmente considerando o fato que eles estão de volta ao seu som mais característico.

É fácil resenhar este disco, muito fácil. De "Rock Your Body" até "Rise" a audição do álbum flui naturalmente e depois de 45 minutos você provavelmente considerará apertar o "repeat" e ouvir novamente o álbum inteiro. Eu apostaria isso.

Em uma recente entrevista do vocalista Erik Grönwall para o site canadense Sleaze Roxx (https://sleazeroxx.com/interviews/h-e-a-t-frontman-erik-gronwall-interview/), ele mencionou que algumas das músicas do disco "II" foram na verdade escritas para o álbum "Address The Nation", o primeiro do Erik como membro do H.E.A.T., em 2012, então obviamente este recente trabalho remete o ouvinte ao início da "era Erik" na banda. No entanto, eu vou mais além. "II" ainda lembra os dois primeiros álbuns, quando Kenny Leckremo era o vocalista. É o Hard Rock melódico do H.E.A.T. no seu melhor.

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Eu poderia mencionar uma particularidade de cada canção do álbum e acreditem, quase todas (ou todas) são de arrepiar. Eles lançaram previamente quatro singles - "Rise", "One By One", "Come Clean" e "Dangerous Ground" – e geraram uma boa reação com essas quatro bem escolhidas canções.

Mas "II" tem muitas outras excelentes e incríveis músicas de um total de 11. "Victory" instantaneamente se tornou minha favorita e na verdade é uma das melhores do catálogo do H.E.A.T. na minha opinião. É definitivamente uma música para cantar junto. "We Are Gods" tem uma forte letra e é a canção mais pesada do disco, enquanto "Adrenaline" é tão enérgica e intensa, com refrãos pegajosos. "Nothing To Say" é uma bonita balada e "Under The Gun" é outra incrível canção com uma vibe excelente.

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Apesar de uma Aventura mais experimental e moderna durante a gravação do disco anterior – "Into The Great Unknown" (2017), H.E.A.T. está de volta aos trilhos, em termos de Hard Rock melódico. Talvez o H.E.A.T. não tenha tido o reconhecimento que merece considerando a qualidade de sua música e seja a hora de explorar novos mercados fora da Europa, como Estados Unidos onde recentemente os músicos tiveram um momento especial no Monsters Of Rock Cruise e, porque não, América do Sul, onde nós estamos.

Não há melhor momento para isso do que agora, com um novo álbum muito bem produzido e uma discografia com outros cinco ótimos discos. "II" merece 10 estrelas de 10 na minha opinião. Nós estamos apenas em abril, mas eu ouso dizer que o álbum deverá constar em muitas listas Top 10 de discos de 2020. Perguntem-me no final do ano!

Resenha originalmente escrita para o site internacional Sleaze Roxx e traduzida pelo próprio autor para o Whiplash.
Instagram do autor - @showsbyotavio

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Data do lançamento: 21/02/2020

Track List:

1. Rock Your Body
2. Dangerous Ground
3. Come Clean
4. Victory
5. We Are Gods
6. Adrenaline
7. One By One
8. Nothing To Say
9. Heaven Must Have Won An Angel
10. Under The Gun
11. Rise

Banda:

Dave Dalone – guitarra
Jona Tee – teclado
Erik Grönwall – vocal
Jimmy Jay – baixo
Don Crash – bateria




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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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