Glay: álbum fez jus ao 25º aniversário profissional da banda
Resenha - No Democracy - Glay
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 18 de março de 2020
Nota: 7 ![]()
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Para marcar seu 25º aniversário enquanto grupo mainstream (a banda de fato existe desde 1988) e também seu 15º lançamento de estúdio, o quarteto japonês de pop rock GLAY deixou em 2019 uma marca chamada No Democracy.
Se o bom Summerdelics (2017) era um trabalho de "volta às raízes", este produto aqui vê os rapazes mantendo um pé nessas raízes e outro na musicalidade mais sofisticada e densa dos três discos anteriores (Justice, Guilty e Music Life).
A abertura sinfônica "REIWADEMOCRACY" deixa isso bem claro, ainda que sua sequência "Hansei no Iro Nashi" dê preferência para o rock cru deles. A primeira que empolga é a saudosista "Flowers Gone", com toda aquela pegada indie de seus trabalhos iniciais. E não se deixe enganar pelo jeitão de balada de "Koori no Tsubasa", pois o seu minuto final é um jazz delicioso - e só a performance de Jiro no baixo já compensa e muito a audição.
O "meião" do álbum deixa um pouco a desejar. Temo bons momentos como a empolgante "Ah, Mujou" e "Just Fine", com uma guitarra que lembra Tak Matsumoto (B'z) em alguns momentos - ele produziu o primeiro disco solo do guitarrista rítmico e principal compositor e letrista do GLAY, Takuro (que assina a música e a letra desta faixa), então faz todo sentido.
Inclusive, vale lembrar que ele volta a reinar nas composições e letras desta obra, diferentemente da anterior, em que os outros membros haviam recebido mais espaço autoral.
Voltamos a ter um destaque em "Anata to Ikite Yuku", com um riff bem original e trabalhado ao lado das cordas, e a balada "Colors", que não surpreende quem conhece a discografia do quarteto, mas mesmo assim destoa da mesmice que imperou nesta segunda metade.
"Urei no Prisoner" resgata aquele "quê" de abertura/encerramento de anime que o grupo sempre teve e o encerramento "Gengou" traz como diferencial um belo adorno de gaita.
Pesando tudo, No Democracy foi um disco bom e que faz jus aos marcos que ele representa, ainda que permaneça aquele sentimento, aquela impressão de que a banda poderia ter entregue ainda mais.
Abaixo, o clipe de "Colors":
Track-list:
1. "REIWADEMOCRACY"
2. "Hansei no Ironashi"
3. "My name is DATURA"
4. "Flowers Gone"
5. "Eien no tsubasa"
6. "Daremo ga Tokubetsu Datta Goro"
7. Ah, Mujou"
8. "Senka no Ko"
9. "JUST FINE"
10. "Hajimari no Uta"
11. "Anata to Ikiteyuku"
12. "COLORS"
13. "Urei no Prisoner"
14. "Gengou"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/nodemocracy
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