Krenak: Death Metal impiedoso e de extrema qualidade
Resenha - Under Hatred - Krenak
Por Ricardo Cunha
Postado em 06 de março de 2020
Bande de Fortaleza/BRA, formada em meados de 2004. Inspira-se na energia e violência das vertentes mais extremas do Metal como norteador do próprio estilo. Incorporou tais influências de modo a haver se tornado uma das mais brutais bandas em atividade no momento. [...] De 2006, quando lançou o promo-CD intitulado Finis Hominis para cá, é possível observar a evolução técnica de sua música. Em 2007 participou da coletânea Extremo Underground I e na sequência lançou a demo Human Artifice. Entre 2008 e 2011 a banda realizou muitas apresentações e isso levou ao aprimoramento de sua técnica, que culminaria, em 2012, no seu primeiro álbum completo, o magnífico Decimation.
De acordo com algumas fontes¹ a banda chegou a anunciar o encerramento de suas atividades no início de 2019. No entanto, para a satisfação dos apoiadores, voltaram atrás e esta decisão, sem dúvida foi acertada, pois com o novo álbum vieram muitas oportunidades, dentre as quais, podemos citar as performances como open-act para grandes nomes como Deicide, Krisiun e outros.
Por falar em Krisiun, percebe-se que esta é uma de suas principais influências dos caras, ao lado de Mórbid Angel e Death antigo. Influências estas, explícitas ao longo do disco. Under Hatred contém 8 petardos de uma música forte, rápida e ríspida. Felipe Ferreira (vocals e e baixo), Ítalo Leitão (bateria) e SerraBarroso (guitarra) não demonstram piedade, apenas vão lá e executam um Death Metal de alto padrão. São somente 26 minutos de audição, mas é possível sentir um poder avassalador da música do Krenak. [...] A despeito da postura anti-cristã, o grupo passa uma mensagem para além da dicotomia inferno/céu. Para se ter uma ideia, o nome da banda é uma referência à uma tribo de indígenas do Brasil, os Krenak ou Aimorés. "... são os últimos Botocudos do país, vítimas de constantes massacres declarados pelo governo colonial como "de direito". Hoje, vivem numa área reduzida reconquistada com grandes dificuldades." Então, quando ouvir este disco/esta banda tenha em mente que os caras estão atentos aos fatos históricos e aos seus desdobramentos no universo social atual. Destaque para as faixas 1) Under Hatred, 2) Wrought involution e 3) Wasted Aeon.
O QUE TEM DE BOM?
1). A produção/gravação é boa; 2) As composições são dignas dos melhores nomes do gênero; e 3) Os caras puseram paixão no trabalho.
O QUE PODERIA SER MELHOR?
1). A duração do álbum. 26 minutos é muito pouco em relação ao intervalo entre um álbum e outro; 2) Alguns pormenores técnicos que caminham lado a lado com as bandas undergrounds.
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¹Lucifer Rising
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