Lindemann: amadurecimento do projeto justifica segundo álbum
Resenha - F & M - Lindemann
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 12 de dezembro de 2019
Nota: 9 ![]()
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Meia década separa F & M, segundo disco do projeto sueco-alemão Lindemann, da estreia Skills in Pills, e mesmo assim deve ter gente que ainda não se recuperou da "visceralidade" (quase literal) daquele lançamento.
Eu poderia dizer que é melhor elas se prepararem para o próximo round, mas na verdade este álbum não é tão chocante quanto seu antecessor. É uma amostra clara do quanto esta dupla formada por Till Lindemann (Rammstein) e Peter Tägtgren (PAIN) amadureceu musicalmente.

O fato de terem perdido (um pouco) o fator choque não é um problema justamente por isso: o amadurecimento. Lembrando que a obra coroa um ano e tanto para Till, que já vem de outro grande lançamento: um trabalho sem título oficial criado com sua banda principal, o Rammstein.
Antes, o Lindemann soava como um Rammstein em inglês. Agora que Till voltou a focar em sua língua materna, o grupo é ainda mais parecido com o consagrado sexteto alemão. De novo, isso não e um problema. Ainda é possível sentir fortes aromas de PAIN. Tal como em Skill in Pills, prosseguimos com aquele equilíbrio entre "isto parece Rammstein" e "isto é um trabalho diferente".
As letras parecem lidar com assuntos um pouco mais amplos e diversos. "Steh Auf" foi uma ótima escolha como abertura por conter 100% do DNA do Lindemann, exceto pelo fato do imaginário do single e de seu vídeo não fazerem referência explícita a sexo. Mas a bizarrice continua ali.

E as abordagens desses assuntos afetivos ainda aparecem em destaques como "Allesfresser" e a ótima "Knebel", que começa serena e sem nenhum aviso vira uma das mais agressivas e chocantes (se levarmos em conta o vídeo também - a versão sem censura, é claro.).
O experimentalismo surge em "Ach so Gern", com um ritmo bem diferenciado para eles (e que recebeu uma versão PAIN como faixa bônus), e em "Mathematik", uma espécie de rap eletrônico contra a matemática que talvez fará sucesso entre estudantes e veio como faixa bônus da edição de luxo.
Esse lado artificial do Lindemann (que vem quase todo de Peter Tägtgren) é notado com menor força em "Blut" e "Platz Eins", conferindo a estas faixas um certo ar dançante.
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Não contente em nos reconquistar com sua banda principal, Till Lindemann quis também mostrar que Lindemann era mais que um projeto de um disco só - o que nos concedeu o privilégio de ver a evolução de algo tosco (mas bom) em algo maduro, mas que não perdeu a irreverência.
Abaixo, o vídeo de "Knebel".

Track-list:
1. "Steh Auf"
2. "Ich Weiß Es Nicht"
3. "Allesfresser"
4. "Blut"
5. "Knebel"
6. "Frau & Mann"
7. "Ach So Gern"
8. "Schlaf Ein"
9. "Gummi"
10. "Platz Eins"
11. "Wer Weiß das Schon"
12. "Mathematik" (faixa bônus; versão original)
13. "Ach So Gern" (faixa bônus; versão PAIN)
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/frauundmann

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