Black Star Riders: mais um bom disco de rock

Resenha - Another State of Grace - Black Star Riders

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Por Ricardo Seelig
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Thin Lizzy tem uma história trágica. Uma banda brilhante e com um catálogo cheio de ótimas canções, mas que foi vítima dos seus próprios problemas: abuso de drogas que levou ao vício pesado do vocalista e baixista Phil Lynott e do guitarrista Scott Gorham, gerou inúmeros problemas com promotores, empresários e afins, e condenou a banda ao declínio. Uma trajetória que deu ao mundo discos absolutamente brilhantes como "Jailbreak" (1976) e "Bad Reputation" (1977), entre outros, mas que prejudicou a consolidação do quarteto como uma das maiores bandas dos anos 1970 - em relação à qualidade, isso não se discute.

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Porém, o legado do Thin Lizzy vive no Black Star Riders. A banda surgiu em 2012 a partir da então formação do Thin Lizzy, que decidiu gravar um novo material e optou por começar uma nova história com outro nome. A banda já soltou quatro discos, sendo que o mais recente, "Another State of Grace", acabou de sair.

Sucessor de "Heavy Fire" (2017), "Another State of Grace" traz duas mudanças na formação: na banda desde 2017, o baterista Chad Zeliga (Breaking Benjamin, Black Label Society) substitui Jimmy DeGrasso, enquanto o guitarrista Christian Martucci (Stone Sour) entrou em 2019 no lugar de Damon Johnson. Na prática, essas alterações pouco influenciaram o som do novo disco, já que o núcleo criativo do quinteto está na parceria entre o guitarrista Scott Gorham e o vocalista e guitarrista Ricky Warwick - o baixista Robbie Crane completa o time.

Musicalmente, o Black Star Riders segue sem maiores pretensões de se afastar do universo do Thin Lizzy. Canções como "Tonight the Moonlight Let Me Down" e "Ain't the End of the World" conversam de maneira direta com o legado de Lynott, mas a banda dá as suas pisadas fora da zona de conforto - como fez em todos os discos até agora, diga-se de passagem - no hard agradável de "Underneath the Afterglow", no inesperado groove funkeado de "Soldier in the Ghetto" e na aproximação com uma sonoridade meio Bruce Springsteen em "What Will It Take?", que conta com a participação de Pearl Aday, filha de Meat Loaf, dividindo os vocais com Warwick. Merece destaque também o clima celta da faixa título, a mais pesada do disco.

"Another State of Grace" é mais um bom disco do Black Star Riders. Uma banda que transmite uma aura low profile, descompromissada e relax, e que vem entregando bons rocks para quem é fã não apenas do Thin Lizzy, mas também de boa música.

O disco tem edição nacional pela Shinigami Records.




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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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