Barão Vermelho: novo álbum é relevante?
Resenha - Viva - Barão Vermelho
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 22 de agosto de 2019
Nota: 6 ![]()
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Se existe um "big four" do rock nacional no gosto popular, podemos dizer que o Barão Vermelho nunca deixará de fazer parte desse grupo, especialmente por causa dos três excelentes álbuns lançados com Cazuza nos anos 80. A posterior fase com Frejat nos vocais trouxe momentos de qualidade um pouco mais variável, mas quase sempre com elegância e dignidade. Após um hiato significativo, a banda voltou à ativa com Rodrigo Suricato nos vocais, e finalmente lançou o primeiro álbum dessa nova fase: "Viva" (2019).
Aqui, temos apenas 31 minutos de espontaneidade, melodias simples e despretensão... para o bem e para o mal. O som é de um pop/rock eletroacústico que não se distancia de álbuns com o Frejat - como "Supermercados da Vida" e "Barão Vermelho 2004" -, e ainda bem revestido com guitarrinhas marotas à la Rolling Stones. As letras são bem intencionadas em sua vibe ensolarada e positiva, mas desprovidas da poesia cheia de "cores" que encontrávamos nos sons com o Cazuza. E a voz de Suricato, apesar de ser ok, não vai muito além das primeiras marchas...
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Faixas como a semi-balada "A Solidão Te Engole Vivo" e o power pop "Por Onde Eu For" possuem uma boa pegada roqueira, mas parecem apenas regurgitar a essência do Frejat. E a faixa "Jeito" é um pop/rock feito de qualquer jeito (sem perdão do trocadilho), e com letras que só o Jota Quest aprovaria. Temos sim algumas músicas bem melhores: a ótima "Tudo Por Nós 2", que é um quase hard rock melódico de energia contagiante, e a excelente "Vai Ser Melhor Assim", que chama a atenção pelo ritmo pulsante e instrumental com pequenos ecos de Deep Purple.
Entre as baladas, dois destaques melancólicos: a levemente blueseira "Um Dia Igual Ao Outro" e a tocante "Castelos", que remetem a um Cazuza regado a álcool em fim de noite. E o folk simplório "Pra Não Te Perder" tem algo de singelo na bela performance vocal de Suricato (e com uma boa participação sóbria da doidinha Letrux). Já o momento mais ousado é "Eu Nunca Estou Só", que traz resultados irregulares em sua mistura de southern rock tupiniquim, produção moderna, versos redundantes, e um trecho de rap (cantado pelo BK) que ninguém pediu.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Nota-se que os membros fundadores Guto Goffi (bateria) e Maurício Barros (teclado) se divertem em seus instrumentos, mas o cantor Suricato nunca parece muito bem encaixado no conjunto, especialmente pelo fato de os melhores momentos aqui serem de uma atitude rocker que não é sua praia. Ainda assim, "Viva" é um álbum necessário, seja pelo som acessível e feliz, pela superioridade a alguns dos discos lançados com o Frejat, ou por trazer vida a uma banda que estava afundada em naftalina. E que o Barão Vermelho continue voando por aí...
Músicas:
1. Eu Nunca Estou Só
2. Por Onde Eu For
3. Jeito
4. Tudo Por Nós 2
5. Um Dia Igual Ao Outro
6. Vai Ser Melhor Assim
7. Castelos
8. A Solidão Te Engole Vivo
9. Pra Não Te Perder
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