Folkstone: Italianos da Itália cantando em italiano na Itália
Resenha - Folkstone - Folkstone
Por José Sinésio Rorigues
Postado em 04 de agosto de 2019
Não se julga um livro pela capa, certo? E pelo nome?... Serei mais direto: o que você pensaria de uma banda que trás a palavra folk no nome? Se você foi pelo lado do mais óbvio, a resposta é: sim, o grupo FOLKSTONE é uma banda de Folk Metal. O grande diferencial desta banda é o fato de ela ser italiana e, como é usual aos grupos de Folk Metal, executar suas músicas em seu idioma pátrio. Então já viu, né... Eu raramente tinha ouvido metal cantado em italiano, mas devo dizer que o som do pessoal do FOLKSTONE cai muito bem no idioma de Galileu e Mussolini. Falemos a respeito do excelente álbum Folkstone (ah, sim, o álbum tem o mesmo nome da banda). Neste trabalho, o grupo FOLKSTONE imprime uma característica pessoal em cada faixa e não economiza no quesito criatividade.
As músicas são: "FolkStone", a faixa-título (música rápida, pesadona, muito bem executada, com um refrão animado, mas sem soar bobo), "Oltre Tempo" (ótima faixa, com uma sonoridade intensa, coisa de profissional, umas mudanças que evidenciam a competência destes sujeitos, uma das melhores deste álbum; se você não conhece a banda, comece por esta faixa), "Briganti di Montagna" (começa com uma gaita de foles – que me fez lembrar a introdução de "Augen Auf!", do SCHANDMAUL – e, gradativamente, vai se tornando mais pesada, com bateria e guitarras atacando com gosto, trazendo ainda um refrão que, embora não seja grudento, é marcante), "Con Passo Pesante" (excelente faixa, com umas variações interessantes, excelentes trocas de andamento e um solo impressionante, com duas gaitas de foles), "Rocce Nere" (já começa pesada, vindo em seguida a sonoridade folk com a gaita de foles, o vocalzão poderoso surgindo em seguida; o andamento desta faixa é magistral, viajante, com uma bateria muito bem tocada), "Lo Stendardo" (tem uma entrada de guitarra que me lembrou "Paradise", do STRATOVARIUS; mas a gaita de foles aparece em sequência e a música ganha nova cara; sonzão poderoso, com o vocal se impondo), "Avanti" (faixa instrumental que, segundo a própria banda, é uma composição do Século XV, cujo criador é anônimo; aqui, a gaita de foles é a dona do pedaço, sendo o instrumento que mais se destaca), "Igni Gema" (regravação do grupo SCHELMISH, outra faixa instrumental, com o pessoal se esbaldando na sonoridade folclórica, mais uma vez deixando de lado o vocal), "In Taberna (In Vino Veristas)" (aqui, a qualidade dos músicos se impõe de modo inquestionável, música excelente, com o vocalzão poderoso atacando com firmeza; em dado momento, aparece um quase imperceptível vocalzinho feminino) "Alza il Corno" (quem é corno?... Ah, esquece... Ah, sim, esta faixa é poderosa, rápida, bem composta, merecendo um destaque positivo).
De modo geral, a qualidade dos músicos contribui para o ótimo resultado final do álbum, que consegue soar homogêneo e não apresentar uma ou outra música com maior destaque, já que todas são muito boas e se equivalem (apesar que eu tive uma queda por "Oltre Tempo"). Ah, sim, ali em cima eu afirmei que não se julga um livro pela capa. Tente, também, não julgar este lançamento por sua capa. Digo isto porque ela não é lá muito bonita, parece ter sido desenhada por uma criança de dez anos. Mas o som é excelente e fãs de Folk Metal podem cair de cabeça.
Track List do álbum Folkstone:
01 – Intro
02 – Folkstone
03 – Oltre Tempo
04 – Briganti di Montagna
05 – Con Passo Pesante
06 – Rocce Nere
07 – Lo Stendardo
08 – Avanti
09 – Ogni Gena
10 – In Taberna
11 – Alza il Corno
12 – Outro
Bandas similares:
ADORNED BROOD, da Alemanha (mas sem o vocal gutural e sem o vocal feminino)
ALMORA, da Turquia (particularmente nas faixas com vocal masculino)
BRKOVI, da Croácia
FINTROLL, da Finlândia (em algumas músicas)
IGNIS FATUU, da Alemanha
LOTHLORYEN, do Brasil
SCHANDMAUL, da Alemanha
TANQERAY, da Áustria
VANITAS, da Áustria
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
O álbum dos anos setenta que Slash disse ter marcado "o fim do rock como nós conhecíamos"
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
Os 10 melhores discos de heavy metal dos anos 2000, em lista da Louder
Bruce Dickinson lamenta ter perdido "metade da vida" dos filhos
O "absurdo" que atribuem ao Led Zeppelin, na opinião de Paul Stanley
Roberta Medina fala sobre cobrança por mais rock no Rock in Rio
Jorn Lande aparece cantando na CazéTV e narrador brinca: "É o Ovelha norueguês!"


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto


