Avalon: trilogia de Timo Tolkki se encerra com seu melhor álbum
Resenha - Return to Eden - Avalon
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 24 de julho de 2019
Nota: 8 ![]()
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Foi cheio de preconceitos que eu recebi a notícia de que Timo Tolkki, lendário guitarrista finlandês com passagens pelo Stratovarius, pelo Symfonia e pelo Revolution Renaissance, saiu repentinamente de seu novo isolamento para lançar a terceira e última parte de sua metal opera, Avalon.

Afinal, após dois álbuns medianos (The Land of New Hope e Angels of the Apocalypse), não havia motivos para esperar que Return to Eden, a terceira e última parte da trilogia que vem sendo lançada de trás pra frente em termos cronológicos, fosse superar suas duas antecessoras. Especialmente diante de um time de convidados que pouco impressiona.
Mas... Timo conseguiu o "inconseguível" e pariu o melhor disco do Avalon. Eu diria que a combinação dos sonhos seria a força e a inspiração deste trabalho somadas ao time de estrelas do The Land of New Hope.
Não que os convidados de Return to Eden façam feio. Não são estrelas consagradas, mas com certeza têm bagagem para merecer um espaço aqui. Estamos falando, no caso, de Anneke Van Giersbergen (The Gathering, The Gentle Storm), Eduard Hovinga (Elegy), Mariangela Demurtas (Tristania), Todd Michael Hall (Riot V) e Zachary Stevens (Savatage).
O álbum já começa a milhão com "Promises" (se não contarmos a abertura "Enlighten") e logo nos leva à faixa título, que já entrega aqueles elementos folk que toda metal opera costuma trazer. "Hear My Call" permite a Anekke van Giersbergen fazer o que faz de melhor: arrepiar-nos com sua voz penetrante. O mesmo acontece em "We Are the Ones", na qual ela retorna para sua segunda e última participação.
A velocidade e agressividade que se espera de um lançamento de power metal de grosso calibre voltam, em menor e maior grau, em peças como "Now and Forever", "Limits", "Give Me Hope" e "Guiding Star"; estas contrastam com momentos mais esquecíveis como "Miles Away" e "Wasted Dreams". Há de se mencionar também a balada "Godsend", que recebeu uma poderosa versão orquestral como faixa bônus da edição japonesa.
Quanto à equipe instrumental, temos uma trupe de ilustríssimos desconhecidos. Além de Timo comandando as guitarras e o baixo (como sempre), temos Andrea Buratto (Eternal Idol, Hell in the Club, Secret Sphere) como segundo baixista (embora mal se dê para notar o baixo principal, imagine um adicional) e Aldo Lonobile (Death SS, Edge of Forever, Secret Sphere) e Santtu Lehtiniemi como guitarristas adicionais - embora seja difícil perceber que três guitarristas passaram por aqui.
Completam o time o tecladista Antonio Agate (Odd Dimension, Secret Sphere; este sim com papel mais proeminente), o baterista e tecladista Giulio Capone (5th Element, Asidie, Betoken, Moonlight Haze) e o baterista Jami Huovinen (Allen - Lande, Ring of Fire, Sentiment, Chaos Magic).
Não dá para passar panos quentes na história do Avalon e fingir que a trilogia como um todo não ficou muito aquém do que se esperava dela, considerando os músicos envolvidos desde o início. Mas colocar este disco no topo do pódio das três obras que compõem a história criada por Timo chega a ser praticamente uma obrigação, dada a qualidade e a força de composição que nos é apresentada, mesmo com um time de semi-estrelas. Não queria repetir um clichê que já usei em outras resenhas por aqui, mas... às vezes, menos pode ser mais.
Abaixo, o vídeo de "Promises":
Track-list:
1. "Enlighten"
2. "Promises"
3. "Return to Eden"
4. "Hear My Call"
5. "Now and Forever"
6. "Miles Away"
7. "Limits"
8. "We Are the Ones"
9. "Godsend"
10. "Give Me Hope"
11. "Wasted Dreams"
12. "Guiding Star"
13. "Godsend (Orchestral Version)" (faixa bônus da edição japonesa)
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/timotolkkisavalon
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