Faith No More: 30 anos de The Real Thing, a hora e a vez da banda

Resenha - Real Thing - Faith No More

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Por Rogerio Hamam
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A história não é nova, inclusive repete o roteiro de uma certa banda britânica que depois de gravar seus dois primeiros emblemáticos álbuns com o vocalista Paul Di'Anno, resolveu substituir por um tal Bruce Dickinson, para gravar aquele que seria o melhor álbum da carreira. E parece que deu certo...

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Assim foi também com o FAITH NO MORE, que começou a sentir o gosto do reconhecimento com o hit "We Care a Lot" do primeiro álbum para depois receber boa aceitação com seu segundo trabalho "Introduce Yourself". Até ficar sem o saudoso vocalista Chuck Mosley por conflitos internos com os membros da banda. Seria uma dificuldade conseguir achar um vocalista capaz de dar sequência a uma experiência musical tão inovadora com fusão de punk, metal, funk, rap ou o que mais tarde seria classificado como metal alternativo.

E foi na audição de uma demo da banda de rock experimental, Mr. Bungle, que os rapazes do Fatih No More puderam ouvir aquele que seria seu novo vocalista: Mike Patton. Depois de alguns meses de ensaio, com total liberdade criativa dada ao senhor das 1.000 vozes, que assina todas as composições do álbum (exceto um cover e uma música instrumental), é finalmente lançado em 20 de junho de 1989, o clássico "The Real Thing".

A primeira faixa "From Out Nowhere" é um excelente cartão de visitas, sendo vibrante e densa ao mesmo tempo, já destacando o estilo único do novo vocal da banda. Muito bem escolhida, pois provoca no ouvinte a curiosidade para as demais faixas. Logo na sequência, aquele que seria um clássico absoluto. "Epic" foi épica não apenas por ter atingido o topo das paradas e ser a música mais popular da banda, mas principalmente por sua mistura de rap e heavy metal ter influenciado diversos grupos que surgiram na década seguinte, criando rótulos como rap metal, funk metal e, inclusive, o nu metal. Presente em diversas listas de melhores músicas de rock pesado de todos os tempos, teve vídeo clip foi polêmico, com imagens surreais e um peixe fora d'agua que parece estar morrendo ao vivo, em frente às câmeras.

"Falling To Pieces" com o baixo marcante de Billy Gould, também merece destaque. Para muitos, supera todas as outras composições do FAITH NO MORE, especialmente para quem gosta de músicas com aquela energia que impede o ouvinte de ficar parado. "Surprise! You're Dead!" é a música mais pesada do álbum e apresenta um das mil variações da voz de Mike Patton, beirando o vocal gutural. O contraste com o início da faixa seguinte "Zombie Eaters" é enorme e mostra toda a versatilidade da banda com acordes dedilhados e a voz de Patton em versão suave, até certo ponto, onde o peso é resgatado.

A música título "The Real Thing" é também essencial e uma das principais composições do álbum, com destaque para a levada balanceada da bateria de Mike Bordin, outro excepcional músico a contribuir com a banda. "Underwater Love" e "The Morning After" fortalecem o estilo com baixo marcante e uma estrutura de composição similar a "Falling to Pieces". A instrumental "Woodpecker From Mars", deve ter sido inserida para não parecer um álbum solo de Mike Patton. Nem precisava, os músicos da banda são igualmente essenciais para o resultado do som que conseguiram produzir. E o que falar de "War Pigs"? Simples, até mesmo os fãs do Black Sabbath aprovaram a versão, com méritos! Precisa mais?

E para fechar, a linda "Edge Of The World", composta totalmente a base de piano e com fascinante clima jazzístico. Que álbum! Certamente existem, pelo menos, 2 milhões de pessoas que compraram o CD e pensam o mesmo, sendo um item essencial em suas prateleiras.


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