Faith No More: Real Thing é um trintão que nunca sai de moda

Resenha - Real Thing - Faith No More

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Por Mateus Ribeiro
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The Real Thing é um álbum que resume bem o que o Faith No More sempre foi. Um misto maluco de diversas influências, tudo temperado com muita personalidade.

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O terceiro registro da banda, lançado em junho de 1989, marca a estreia do vocalista Mike Patton, o que ajudou (e muito) a banda a se tornar um fenômeno mundial.

Sem mais conversa, vem comigo que no caminho eu explico.

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O Faith No More é uma das bandas mais criativas da historia da música pesada. Desde o primeiro álbum, classificar o som deles é algo impossível. Um sonoridade única, misturando tudo que você possa imaginar, desde o blues até o heavy metal, passando pelo hip hop. O ápice de tudo isso se deu m "The Real Thing.

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O play abre com a empolgante "From Out to Nowhere", e sua levada contagiante. A faixa seguinte, "Epic", nada mais é do que uma das maiores composições dos anos 90. Uma música que já nasceu gigantesca, pronta para ser hit , e que parece ter sido composta milimetricamente para se encaixar na voz de Mike. Um verdadeiro fenômeno, que ajudou a alavancar a carreira da banda.

Continuando com a feliz "Falling To Pieces", passando pela insana "Surprise! You´re Dead!", o disco chega então na balada "Zombie Eaters", uma música que reúne doses de melancolia e até um pouco de agonia, mas não deixa de ser um grande som. A faixa título também é um tanto quanto cadenciada, e fecha a primeira metade do disco de maneira extremamente satisfatória.

A segunda metade do disco continua matadora, alternando levadas mais cadenciadas com partes mais intensas. Sobra tempo até para um cover do Black Sabbath ("War Pigs") e para uma música que cairia muito bem como propaganda de motel ("Edge of The World").

Resumidamente, "The Real Thing" é um disco que consegue agradar a todos os tipos de ouvido. Se você for fã de rock, com certeza vai amar o disco. Mas se gostar de pop, de jazz, de blues, de rap, de hip hop, ou de qualquer outro estilo musical, vai ouvir e se apaixonar.

O trabalho instrumental é algo de outro mundo. A guitarra de Jim Martin, o teclado onipresente de Roddy Bottum, o baixo pulsante e cheio de gingado de Billy Gould junto da bateria precisa de Mike Bordin são as companhias perfeitas para a voz versátil de Mike Patton, que além de cantar muito, mostra uma presença de palco fora do comum, com performances sempre insanas.

Um caso raro de disco perfeito do começo ao fim, "The Real Thing" marcou a vida de muitas pessoas. Além disso, abriu portas para muitas bandas do cenário alternativo.

Mesmo após quase trinta anos de seu lançamento, é um item praticamente obrigatório não apenas para fãs de rock, mas para fãs de música.

Caso você tenha passado as últimas décadas na Lua, e nunca tenha ouvido qualquer música contida na bolacha, não perca tempo: corra pro Youtube, pro Spotify, ou pra qualquer lugar que você possa achar música, e aprecie essa maravilha. Você que já conhece, ligue o som bem alto, leia o texto e se delicie com o som melhor disco dos caras,e com a nostalgia que vai tomar conta da sua cabeça!


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