Godsmack: Faceless, o disco que elevou o nível ao extremo
Resenha - Faceless - Godsmack
Por Gabriel Gomes Maiante
Postado em 30 de maio de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
No ano de 2003, o gênero que reinava na época era o New Metal, com bandas como Linkin Park, Korn, Limp Bizkit fazendo um extremo sucesso com uma sonoridade totalmente diferente do que as pessoas costumavam ouvir na década passada, fizeram com que várias outras bandas que explodissem na época fossem enquadradas no estilo, não que esse sucesso do gênero para alavancar as suas vendas e entrar no ciclo de todos os festivais e do sucesso repentino, mas alguns álbuns lançados nesse meio tempo acabaram se perdendo no tempo em que o estilo acabou.
O Godsmack é um caso interessante meio a tudo isso, a banda que iniciou suas atividades oficiais com um disco de mesmo nome em 1998 já havia lançado seu segundo trabalho intitulado de "Awake", um disco muito bem sucedido e aclamado pela crítica e os fãs, o que fez a banda alcançar muitos seguidores.
Mas para o próximo trabalho a banda desejou subir um degrau e lançar algo muito mais pesado e intenso do que se tinha na época.
No dia 8 de abril de 2003 a banda lança o "Faceless", terceiro disco de estúdio, e provavelmente o mais aclamado dentre os crítico e os fãs.
A faixa de abertura "Straight Out of Line", tem uma sonoridade incrível e se tornou um verdadeiro hino da banda, sendo tocada em diversos filmes e seriados, dentre os mais famosos na época, na obra "O Justiceiro" da Marvel, sendo uma das 3 melhores músicas presentes no trabalho.
A segunda música "Faceless" mostra que a banda veio com uma pegada altamente agressiva e pesada, o Godsmackse consagrou com seu antigo trabalho com músicas com a construção bastante parecida com a vista em "Faceless", seguimos com "Changes", que acaba sendo avaliada como um respiro, sendo um som mais tranquilo e rítmico, também se tornando um clássico da banda e sempre lançada em versões acústicas e aparecendo na lista de músicas em shows da banda.
A faixa de número 4,"Make me Believe", mescla o que foi visto nas primeiras faixas, tendo riffs pesados, mas com um refrão daqueles que ficam na cabeça. Mas o maior destaque do álbum acaba ficando para " I Stand Alone", de número 5, essa música acabou sendo o maior pilar do disco, o som foi trilha sonora do filme O escorpião Rei, que na época foi um grande sucesso no cinema, e graças ao filme a faixa ficou ainda mais conhecida e acabou levando a banda a um nível bastante elevado, com participações em programas de televisão e aparecendo diversas semanas na revista "Billboard", o que acaba sendo extremamente positivo para a trajetória da banda, muitas delas não gostam dessa grande exposição da mídia que acabam a enquadrando em algo da moda, mas é inegável que o sucesso de "I Stand Alone" levou o Godsmack a outro patamar no ano e ajudou em futuros álbuns e contratos, não apenas ao sucesso de uma música mas sim do trabalho por completo feito no "Faceless".
O disco continua com "Re-Align", com uma batida mais calma e bem trabalhada, seguida de enorme peso com as seguintes, que são "I Fucking Hate You", "Releasing the Demons","Dead and Broken" e "I Am".
A atividade se encerra com uma introdução chamada "The Awakening" e com a ultima música "Serenety", essa faixa traz bastante inspiração da religião wicca, o próprio vocalista Sully Erna revelou inspirações na religião para criação da ultima faixa, que também teve bastante aceitação da mídia, também gerando vídeo clipe e versão acústica.
O "Faceless" acabou sendo um dos melhores trabalhos do Godsmack, sucesso absoluto de vendas que fez com que a banda alavanca-se sua carreira, diferente de muitos artistas do New Metal, o Godsmack se renovou, partiu sua sonoridade para um estilo diferenciado, mesclando com hard rock e metal alternativo o que faz a banda estar na ativa até hoje tocando em boa qualidade e com um som mais maduro.
"Faceless" vendeu mais de 1.500.000 cópias e recebeu certificação de Platina, além de ter atingido a primeira posição da Billboard 200, o que era inviável para uma banda não tão Mainstream da época.
Tracklist
1- "Straight Out of Line"
2- "Faceless"
3- "Changes"
4- "Make me Believe"
5- "I Stand Alone"
6- "Re-Align"
7- "I Fucking Hate You"
8- "Releasing the Demons"
9- "Dead and Broken"
10- "I Am"
11- "The Awakening"
12- "Serenity"
Gravadora - Universal/Republic
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Mustaine explica por que não vai convidar Kiko Loureiro para show com Megadeth
Vinheteiro chama Angra de "fezes puríssima" e ouve resposta de Rafael Bittencourt
O solo de guitarra mais difícil do Dire Straits, segundo Mark Knopfler
70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Tem alguma música do Guns N' Roses que é a mais difícil de tocar? Duff McKagan responde
O guitarrista que chegou mais perto de Jimi Hendrix, segundo Angus Young
Regis Tadeu "revela a verdade" que se esconde por trás do Angine de Poitrine
"Não consigo te acompanhar": Geddy Lee exalta Anika Nilles em ensaio do Rush
Rock e HQs: quando guitarras e quadrinhos contam a mesma história
Rolling Stone publica lista com os 100 melhores solos de guitarra de todos os tempos
Vídeo misterioso do Greta Van Fleet assusta fãs, que já cogitam até separação
A música que, segundo David Gilmour, apontou o caminho que o Pink Floyd deveria tomar
5 músicas do Dream Theater que merecem sua atenção
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Iron Maiden: Somewhere In Time é um álbum injustiçado?


