Disaster Cities: Pesado, alto e preciso
Resenha - Lowa - Disaster Cities
Por Ricardo Cunha
Postado em 23 de abril de 2019
Nota: 9 ![]()
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O ano de 2018 foi muito proveitoso em termos de lançamentos. Muitas bandas publicaram bons discos e muitos não puderam ser ouvidos, então, esse texto é mais um pedido de retratação pelo esquecimento deste que, certamente, figuraria entre os 10 mais da minha lista anual. O ocorrido se deveu a falta de tempo pra contemplar o maior número de bandas de modo a poder realizar uma audição digna. Porém, que bom que temos a oportunidade de ouvi-lo agora e fazer justiça a esta banda que vem conquistando grande público dentro e fora do país.
Quanto à música, confesso que tive dificuldade para classificá-los de acordo com as convenções da literatura musical brasileira. Por esse motivo, estabeleci comigo mesmo que o som seria provisoriamente catalogado como Stoner Rock, o que - para quem trabalha resenhando discos/livros/filmes - representa nada mais que "ossos do ofício", mas tenho consciência de que, em LOWA (2018), o som dos caras vai além. Enquanto álbum de estreia, diria que os caras acertaram a mão na produção, o que deu ao disco uma precisão muito profissional. Além do mais, o trabalho como um todo é pesado e alto. O disco conta com 8 faixas poderosas que revelam uma mistura bem dosada de influências, que vão do rock aos gêneros alternativos.
Por fim, a banda, que é um power trio nasceu da união de músicos experientes de 2 estados diferentes. Matheus Andrighi (Vocal, Guitarra) e Rafael Panegalli (Vocal, Baixo) são naturais de Santa Catarina, enquanto Ian Bueno (Bateria) é de São Paulo. juntos, lançaram o primeiro single Right Next to You em setembro de 2017 pela gravadora brasileira Abraxas Records. Com este feito, alcançaram mais de 100k de streams (audições) no Spotify em apenas 3 meses. A música também apareceu em playlists editoriais do Brasil, da França e do Reino Unido.
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