Dream Theater: Falling Into Infinity desperta sentimentos distintos
Resenha - Falling Into Infinity - Dream Theater
Por Mateus Ribeiro
Postado em 18 de fevereiro de 2019
Nota: 7 ![]()
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Falar que um disco do DREAM THEATER é complexo chega a ser um tremendo pleonasmo, principalmente para quem não é acostumado com a sonoridade do Prog Metal. Porém, em 1997, a banda conseguiu confundir até os seus mais fiéis seguidores com o lançamento de "Falling Into Infinity".
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Depois do grande sucesso de "Awake", um disco com uma sonoridade um tanto quanto mais pesada, a banda tirou um pouco o pé no disco de estúdio seguinte. É óbvio, claro e evidente que tudo o que um fã da banda gosta se faz presente em "Falling Into Infinity": composições complexas (e longas), melodia, peso (menos do que no disco anterior) e feeling. Porém, parece que o lado comercial começou a falar um pouco mais alto, por influência (leia se pressão) da gravadora.
O fato é que o álbum conta com ótimos momentos, uma produção mais que satisfatória, e por fim, é o lançamento mais polêmico da primeira fase, e conta com um grande número de amantes e "haters".
As marcas do carimbo do DREAM THEATER estão lá: "New Millenium" e suas mudanças de andamento, as pesadas "Burning My Soul" e "Just Let me Breathe", "Peruvian Skies" e seu clima tenso, a linda instrumental "Hell´s Kitchen", a maravilhosa "Lines In The Sand", que talvez seja a música mais complexa do disco, ao lado de "Trail Of Tears". Músicas bem construídas, um tanto quanto complicadas de se compreender nas primeiras audições, mas de ouvidas algumas vezes, entram na cabeça.
Por outro lado, temos um terço do disco composto por canções um tanto quanto mais acessíveis. As maravilhosas "Hollow Years", "Take Away My Pain" (que conta com lindas melodias e uma letra emocionante), e "Ana Lee" são emocionantes baladas, que poderiam fazer parte de qualquer filme ou novela. Isso sem falar em "You Not Me", que é uma das músicas mais diretas já escritas pelo DREAM THEATER. Essas músicas são ruins? Não são, nem de longe. São apenas diferentes, e acabaram chocando uma grande parcela dos fãs da banda, como acontece com o disco todo, na verdade.
Conforme dito no início do texto, não estamos falando do maior sucesso do DREAM THEATER. A sua repercussão não foi das melhores, mas o quarto disco de estúdio da banda é o que mais desperta amor e ódio entre os fãs da banda, o que ao menos o torna marcante, coisa rara nos lançamentos mais atuais de inúmeros artistas. Quem não é fã, dificilmente se tornou (ou se tornará) um admirador por "Falling...", mesmo com o apelo mais "comercial" do disco.
Seja pelas baladas, seja pelas músicas mais complicadas, seja pela polêmica, ou pela curiosidade que desperta, "Falling Into Infinity" precisa ser ouvido, e acima de tudo, respeitado.
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