Behemoth: abrindo novos caminhos dentro do estilo
Resenha - I Loved You at Your Darkest - Behemoth
Por Carlos Henrique Schmidt
Postado em 10 de outubro de 2018
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Eis que após muitas especulações e marketing ("não sei se haverá outro disco") surge o décimo primeiro disco dos poloneses do BEHEMOTH, "I Loved You at Your Darkest" ou ILYATYD.
O disco contém 12 faixas e pode ser divido em duas partes bem específicas, a primeira contém as faixas mais fortes do disco e a segunda, as medianas.
Após a intro, inicia a ótima e já conhecida "Wolves of Siberia" que mostra que Nergal e sua trupe não perderam a mão para compor faixas agressivas.
"God=Dog", é o primeiro single do álbum, e apesar do título fraquíssimo, é a faixa mais experimental em todos os aspectos já criada pelo Behemoth trazendo andamentos e vocalizações incomuns, além o coro das crianças acompanhando Nergal durante a música. Se você sobreviver a este som, nada soará estranho no disco.
Importante salientar com relação aos coros, a banda os utiliza em várias faixas do álbum e realmente cria uma atmosfera bastante interessante.
"Bartzabel" podemos dizer que é a primeira balada Death/Black Metal do mundo. É uma ótima faixa, com um incrível solo e belas vocalizações e certamente um dos grandes destaques deste disco. Os solos neste disco tendem a ser bastante interessantes, quase todos eles soam mais rock’n’roll e cheios de carga melódica do que tipicamente metal. "Bartzabel" é quase totalmente acústicas, aliás quase todas as faixas contém elementos acústicos, Nergal havia afirmado que não usava muito mais a guitarra para compor mas sim o violão, talvez uma explicação para isso.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Aqui encerra-se o que classifiquei a primeira parte do disco, a partir dai não existem faixa que eu poderia dizer que se destacam muito, talvez "Havohej Pantocrator" é interessante e tem uma sonoridade bem melancólica, mas uma letra fraquíssima e para fechar o disco temos a instrumental "Coagula".
Então para quem acompanhou o BEHEMOTH ao longo dos anos, em especial na década passada, esqueça aquele Death/Black brutal com dezenas de riffs por minuto, o BEHEMOTH de hoje está mais refinado e simples, mas nunca negando suas raízes.
ILYATYD não é um disco facilmente digerível e nem seu melhor trabalho, mas mostra que BEHEMOTH tem muito ainda a mostrar para o mundo do metal. Na minha opinião, é um dos discos mais experimentais e ousados do Behemoth desde Grom e, assim como Grom, ele tende a não ser bem aceito por todos. Ele aprimora o estilo iniciado em "The Satanist", não o supera, mas conduz para outros caminhos ainda não trilhados pela banda.
Nergal é uma artista que não tem medo de ousar, nem todos vão entender ou aceitar este álbum, mas ele não parece se importar muito com isso e nem deveria, pois a arte é a visão do artista não dos críticos.
Destaques: Wolves of Siberia, God=Dog, Ecclesia Diabolica Catholica, Bartzabel, Coagula
1. Solve
2. Wolves ov Siberia
3. God = Dog
4. Ecclesia Diabolica Catholica
5. Bartzabel
6. If Crucifixion Was Not Enough…
7. Angelvs XIII
8. Sabbath Mater
9. Havohej Pantocrator
10. Rom 5:8
11. We Are the Next 1000 Years
12. Coagvla
13. O Pentagram Ignis (Japão)
Wolves ov Siberia
God = Dog
Bartzabel
Outras resenhas de I Loved You at Your Darkest - Behemoth
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Alice in Chains que Kerry King considera uma música incrível
5 músicas de rock que tocaram tanto que o brasileiro não aguenta mais ouvir
O melhor cantor que surgiu após os anos 1970, segundo Jimmy Page
Rolling Stones compartilham memórias de Amy Winehouse
Masters of Voices estreia turnê sul-americana; veja setlist
Os cinco guitarristas favoritos de Dave Mustaine e o motivo de cada escolha
Accept tem instrumentos e equipamentos roubados em Barcelona
Baixista do Napalm Death ficava triste quando ouvia Alice in Chains
Dave Mustaine afirma que Megadeth fará anúncio "de outro mundo"
A superbanda que Geezer Butler comparou à segunda vinda de Jesus
Os 250 melhores álbuns americanos de todos os tempos, segundo a UCR
Derrick Green abre o jogo sobre motivos para o fim do Sepultura
CHAMA O VAR: Slash sofre tombo cinematográfico em show do Guns N' Roses
A cultuada banda de rock sulista que Eddie Van Halen detestava
O conselho que fez Marty Friedman passar a prestar mais atenção nas letras das músicas
O dia que Rogério Skylab disse que papo com Rafael Bittencourt o fez sentir falta do Monark
A controversa opinião de Andre Matos sobre a cantora Marisa Monte

Nergal anuncia que o Behemoth suspenderá atividades em 2027
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos
