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Buddy Guy: O blues está vivo e bem

Resenha - Blues is Alive and Well - Buddy Guy

Por André Espínola
Em 08/07/18

O blues está vivo e bem. E, sem dúvida, um dos grandes responsáveis por isso é Buddy Guy, a lenda viva do blues, que aos 81 anos continua na atividade, fazendo shows, saindo em turnê e lançando ótimos e vigorosos álbuns que chamam a atenção e fazem um grande serviço ao gênero. The Blues is Alive and Well é o último lançamento de Buddy Guy, que em 2016 conquistou mais um Grammy pelo trabalho anterior, Born to Play the Guitar, de 2015. Como sempre e como vem fazendo há mais de 50 anos, Guy canta o blues, sente o blues, vive o blues e, acima de tudo, Buddy Guy é o blues. A cada novo disco lançado, o guitarrista lendário aproveita o tempo que lhe resta para falar de suas experiências, de suas vivências, sobre o que o blues lhe proporcionou durante sua longa vida e reflete ainda sobre a mortalidade, o momento da partida, pensamentos naturais para alguém chegando ao limiar da existência. The Blues is Alive and Well alterna esses momentos mais sérios, reflexivos, e momentos de diversão pura, o que prova que a idade não impede de desfrutar do que a vida, especialmente a vida que o blues guardou para ele, tem a proporcionar.

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A faixa de abertura "A Few Good Years", mais lenta, trata exatamente desse apelo por um pouco mais de bons anos, lembrando o quanto ele teve sorte e o quanto o blues transformou sua vida, possibilitando-o viajar pelo mundo afora e viver com boas condições financeiras. Mas a calmaria logo dá um tempo com a faixa seguinte, "Guilty As Charged", sobre a vida namoradeira, cuja energia surpreende para quem já ultrapassou os oitenta anos e toca e canta dessa maneira tão intensa. "Cognac" é a primeira que conta com participações especiais, de nada mais nada menos do que Keith Richards e Jeff Beck. Para quem estava com dúvidas, estes nomes já indicam o tamanho do prestígio e da moral de Buddy Guy. A faixa é uma homenagem à sua bebida favorita, um conhaque, que ainda remete à fama de Muddy Waters de bom bebedor. A faixa título, bem focada no soul blues, fala sobre a mulher traindo e enganando, um bom combustível para manter o blues vivo e bem.

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"Bad Day", um dos pontos altos do disco, acha Buddy Guy reclamando que depois de um dia cansativo e ruim é melhor ser deixado sozinho. Aqui Buddy Guy, que não é conhecido por letras críticas de protesto, dá uma cutucada na situação de perigo iminente dos negros nos Estados Unidos: "I was stopped by the police / Just for bein’ who I am / They said, why you goin’ in such a hurry / I said ‘Wooh! Guilty, damn!’". A faixa "Blues No More", bem no estilo B.B. King, conta com a participação de James Bay. "Whiskey for Sale", com um ritmo bem funk, é a única faixa que destoa das demais em termos de qualidade. Tudo bem, está perdoado.

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"You Did The Crime" tem a participação de outro ícone do rock, Mick Jagger, na gaita. "Old Fashioned" é um contraste de gerações. Tendo 81 anos, Buddy Guy certamente se sente um pouco fora de moda hoje em dia, principalmente cozinhar em fogão a lenha, deixar as portas abertas, respirar o ar da zona rural, dentre outras delicadezas que não nos damos mais o luxo. Como o título já sugere, "When My Day Comes" é outra na qual Buddy Guy reflete sobre a mortalidade, assim como "End of the Line", onde ele também pensa nos amigos que perdeu e que às vezes se sente como se estivesse no fim da linha e reflete sobre o fato de ser a única lenda viva remanescente do blues: "I’m the last one to turn off the light". Mesmo assim, estando na última página do livro da vida, Buddy diz na letra que ainda dá conta do serviço.

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O outro grande momento do disco fica para a versão de "Nine Below Zero", clássica de Sonny Boy Williamson, onde Guy troca os solos de gaita pelos de guitarra e nos entrega uma versão super selvagem da música. O boogie "Oh Daddy" encaminha o disco para o final, junto com "Somebody Up There" , que é quase um momento espiritual, que depois de ver tudo o que viu e passou ele ainda estar vivo. "Alguém lá em cima deve gostar de mim", conclui Guy. Por fim, a brincadeira ingênua e inocente na guitarra de "Milking Muther For You".

The Blues is Alive and Well é mais um registro único da passagem de Buddy Guy por este plano. Alguém que foi salvo pela música, viveu na música e certamente irá morrer com a música. Embora no fim da linha, Buddy Guy nos dá uma mensagem reconfortante quando diz que talvez não tenha muito tempo restante, mas enquanto tiver, ele promete manter o blues vivo. O que temos de fazer é continuar aproveitando e nos sentido sortudos de poder desfrutar desse grande talento.

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Tracklist:

"A Few Good Years"
"Guilty As Charged"
"Cognac" (featuring Jeff Beck & Keith Richards)
"The Blues Is Alive and Well"
"Bad Day"
"Blue No More" (featuring James Bay)
"Whiskey for Sale"
"You Did the Crime" (featuring Mick Jagger)
"Old Fashioned"
"When My Day Comes"
"Nine Below Zero"
"Ooh Daddy"
"Somebody Up There"
"End of the Line"

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Sobre André Espínola

André Espínola, recifense, estudante de História e apaixonado por música, quer levar um pouco de sua paixão para os outros, resenhando sobre novos lançamentos e pagando tributo aos clássicos e às nossas raízes musicais, sobretudo o Blues, Rock e Jazz, cuja missão básica é dizer aos quatro cantos: "a boa música nunca morrerá!". Possui o blog Filho do Blues, onde escreve e edita textos sobre as novidades musicais do mundo do rock, indie e blues.

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