Selvageria: menos agudo, mais rápido e mortal igual ao debut
Resenha - Ataque Selvagem - Selvageria
Por Willba Dissidente
Postado em 28 de junho de 2018
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Suceder um trabalho aclamado pelos fãs e pela crí-crítica especializada é o que toda banda quer, porém quase nenhuma consegue; seja no Metal ou no gênero musical que for. Se o sucessor demora a aparecer os comentários de que "essa banda já era, só soube fazer um disco"pintam aqui e acolá. Ao lançar seu segundo disco sete anos após o primeiro, o SELVAGERIA não só conseguiu os louros da primeira sentença como exterminou qualquer dúvida acerca de sua capacidade de compor temas loucamente velozes e brutais. Com "Ataque Selvagem", faixa da demo do conjunto que não entrou para o debut, eles quiseram dizer que seguem seu som antigo e clássico, mas com um pé no futuro.
Lutas, maldição, poder, morte e metal, esses são os temas líricos que o SELVAGERIA mantém em seu segundo disco. Para acompanhar essa temática o selvagens apostam no clássico Speed Metal descaradamente oitentista como nos primeiros trabalhos de nomes como EXCITER e AGENT STEEL. Até ai, "Ataque Selvagem" seria a literal continuação do debut "Selvageria"; porém existem algumas diferenças entre os dois álbuns. Falando no geral, agora o grupo está "menos thrash", com menos partes cadenciadas, menos paradinhas mortais, optando por tocar riffs e riffs mais rápidos. O vocal de Gustavo também está mais trabalhado, usando menos seus indefectíveis agudinhos, com refrões maiores, efeitos e, inclusive, backing vocals. Claro que estamos falando de maneira ideal, já que há uma continuidade grande entre os dois discos. Todavia, se, por exemplo "Maldição" poderia estar n primeiro disco, "Efeito Cortante" e "Gladiador" já ilustra bem essas pequenas grandes diferenças no som do SELVAGERIA.
Se as conduções de bateria de Danilo Toloza já eram insanas no primeiro disco, em "Ataque Selvagem" o musicista volta ensandecido com destaque para sua técnica e controle dos pedais duplos. Acompanhar essa destruição dos bumbos, caixa, tons e pratos não é tarefa fácil para qualquer baixista, mas é tirada de letra por Tom Toloza (irmão de Danilo); que não gravou o primeiro disco, mas é da tribo dos selvagens desde então. Destaque do conjunto segue sendo os violentos Riffs acelerados e solos de Cesar "Capi", ora cadenciados, ora mais velozes. Sendo produzido por Rodrigo "Skillo" Toledo, "Ataque Selvagem" mantém os mesmos timbers e distorções do trampo anterior, não dando a impressão que sete anos se passaram entre os dois álbuns. O encarte em oito páginas com letras todas em branco (que saíram sem os acentos nas palavras) é bem nostálgico. Se na vez anterior, haviam fotos dos fãs, da banda em seus inúmeros concertos, agora só existem fotos do SELVAGERIA no encarte, exceto o retrato junto com o DESTRUCTION. A arte de capa foi outra vez assinada pelo guitarrista Capi, mantendo uma mesma linha de traçado.
Um pequeno descuido fez com que o disco viesse com erro no track-list ao não considerar a introdução, não houve descuidos nas músicas. O headbanger que curtiu o primeiro play certamente aprovará "Ataque Selvagem". "Armas Letais" é um dos grandes destaques do cd, junto com a faixa título e "Cavaleiro da Morte". Com letra inspirada no filme Mad Max II, "Guerreiro da Estrada" tem o riff mais legal, assim como "Selvageria"tem o solo mais melódico. "Legião Invencível" tem o trampo mais caótico e inspirado de baixo e bateria. Esses são somente apontamentos, pois "Ataque Selvagem" funciona como um todo: um disco a favor da violência sonoro e visual com couro, rebite e cintos de bala.
Indicando por bater cabeça, entrar nas rodas e stages insanos; especialmente para quem se liga em nomes como MURDEATH, IRON ANGEL, SURVIVAL e congeneres.
"Ataque Selvagem" está à venda em São Paulo na Galeria do Rock, nas lojas Mutilation Records e Die Hard. Headbangers de outras partes do mundo podem o adquirir pelos links abaixo:
https://mutilationrec.loja2.com.br/7516918-SELVAGERIA-Ataque-Selvagem
https://www.diehard.com.br/detalhe_produto.php?codProd=rVxHMzg2ODM=
SELVAGERIA:
Gustavo Eid - Garganta do Inferno
César Capi - Serra Elétrica
Tom Toloza - Cordas de Aço
Danilo Toloza - Tambores da Morte
Discografia:
Metal Invasor (Demo, Cd, 2005)
Selvageria (Full-length, Cd, 2009)
Vingança / Metal Invasor (Split com o FLAGELADÖR, Cd, 2014).
Ataque Selvagem (Full-Length, Cd, 2017).
Ataque Selvagem - 2017 - Nacional - Mutilation Productions - 38:46
01 . Intro (00:40)
02 . Selvageria (05:37)
03 . A Maldição (03:45)
04 . Efeito Cortante (04:31)
05 . Cavaleiro da Morte (04:11)
06 . Guerreiro da Estrada (04:24)
07 . Gladiador (04:52)
08 . Armas Letais (03:40)
09 . Legião Invencível (03:35)
10. Ataque Selvagem (03:31)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Live anuncia cancelamento de shows no Brasil
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
Iron Maiden se manifesta sobre apagão em show de Paris
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
Queen + Adam Lambert acabou? O próprio vocalista responde
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
O clássico que quase foi para o lixo por ser "pop" e parecer música de parque de diversões
Charles Gavin critica Nicolás Otamendi, zagueiro da seleção argentina
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
Com a cantora Mona Miari, Roger Waters lança nova versão de "Comfortably Numb"
A música de Dio que ele achava que Ozzy Osbourne não conseguiria cantar
Max Cavalera e Andreas Kisser usaram uma guitarra e uma palheta nas gravações de "Schizophrenia"


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos


