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30 Seconds to Mars: pop genérico e capa amadora no novo álbum

Resenha - America - 30 Seconds to Mars

Por Flavio Lens
Postado em 26 de junho de 2018

Nota: 1

Alguém aqui já fez uma resenha sem ter escutado um disco inteiro? Pois se não, acabam de ler uma. Eu gosto dos primeiros discos do 30 Seconds to Mars, inclusive o primeiro álbum dos caras é o meu favorito da banda, com direito a resenha neste mesmíssimo site. Por mais comercial que seja sua sonoridade, ainda era uma banda de rock, com guitarra, baixo e bateria de verdade. Esta última merecia uma resenha à parte, pois Shannon Leto sempre foi um puta baterista, nunca se limitando a ritmos tradicionais e abusando das batidas "quebradas" com uma técnica ímpar. É uma pena que, de uns anos pra cá, essa mesma banda tenha se transformado em um grande amontoado de merda. Não tem como tentar ser um pouco mais "político" e suplicar ao ouvinte pra que tenha mente aberta, e compreenda os novos rumos e a nova visão artística do Jared Leto, pois esse álbum novo é tão ruim que eu sequer consegui escutar as músicas inteiras. Não existe absolutamente mais nada de rock nessas novas músicas, as guitarras simplesmente sumiram - o que deve ter sido o motivo da saída recente do guitarrista Tomo Miličević, ele deve ter ficado de saco cheio do direcionamento musical e da megalomania do vocalista e pior Coringa da história, e simplesmente pulou fora. Ora, se eu sou chamado pra entrar numa banda pra tocar guitarra e o disco tem mais barulhinho eletrônico do que qualquer outra coisa, eu tô fazendo o que na banda? O próprio Jared, que também é guitarrista, já abandonou a guitarra ao vivo faz uns bons anos; se preocupa mais em aparecer com as roupas mais esquisitas já feitas pela humanidade e ficar de um lado pro outro na tirolesa do Rock in Rio, ao invés de fazer o que um vocalista deveria fazer, que é... CANTAR, porra... Pra não dizer que nada se salva dessa desgraça sonora chamada America, a única música boa no disco é Remedy, cantada pelo baterista... É um som acústico, apenas violão e voz, talvez a ÚNICA música com voz de verdade e instrumentos reais, pois todo o resto é um festival de "clics-clocs", teclados sintetizados (que devem ter sido programados e não tocados) e vocalizações com tanto auto-tune que fariam a Cher se cortar no banheiro de vergonha alheia. Até deve ter algum som de guitarra perdido no meio dessa água toda, mas eu nem perdi tempo procurando. Sinceramente, eu recomendo que você nem perca seu tempo indo atrás de ouvir esse disco. O metido a "artista conceitual multifacetado cantor e ator" disse que o álbum "sintetiza o desejo de experimentar e explorar novos terrenos musicais". Só esqueceram de avisar que esses "novos terrenos musicais" são o que há de mais genérico no pop industrializado americano atual, coisa que se ouve a porra do tempo todo em qualquer rádio de música pop. Dentro desse "conceito", a capa do disco é na verdade um amontoado de palavras clichês que, segundo o vocalista, "representam os temas do álbum". Simples assim, é só o nome da banda num canto na vertical, com um logo que significa sei lá o que, mais algumas palavras aleatórias tomando conta do resto da capa, com um fundo colorido. Já vi capas de CD demo impressas em xerox com mais qualidade. Pelo menos foram coerentes: se a música é uma merda, a capa também é. Se você gosta da banda, continue ouvindo só os três primeiros discos. Se você não gosta, vai gostar menos ainda depois de ouvir essa porcaria.

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Tracklist:

1. "Walk on Water" 3:05
2. "Dangerous Night" 3:19
3. "Rescue Me" 3:37
4. "One Track Mind" (featuring ASAP Rocky) 4:20
5. "Monolith" 1:38
6. "Love Is Madness" (featuring Halsey) 3:54
7. "Great Wide Open"4:49
8. "Hail to the Victor" 3:22
9. "Dawn Will Rise" 3:57
10. "Remedy" 3:17
11. "Live Like a Dream" 4:06
12. "Rider" 2:58

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Sobre Flavio Lens

Nascido em Santos, atualmente mora no interior de SP. Desde pivete curte um som, há mais de dez anos tem participado de bandas na cidade de Catanduva e toca uns projetos de estúdio nas horas vagas.
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