Tame Impala: o potencial mostrado pela banda em seu primeiro álbum

Resenha - Innerspeaker - Tame Impala

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Por Eduardo Matheus Palini
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Um dos primeiros fatos a se reconhecer sobre Tame Impala é que a banda, desde a sua estreia, já estava pronta para assumir o posto de principal representante da cena do rock psicodélico atual. E isto não é nenhuma imposição, pois, basta uma ou duas audições do primeiro álbum da banda que este fato já fica visível.

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É preciso dizer que a "banda", no entanto, é composta por apenas um integrante, Kevin Parker, que compõe, grava e produz todas as faixas sozinho, apenas chamando músicos de apoio para as apresentações ao vivo do Tame Impala. É ele, logicamente, que assina todas as 11 músicas de "Innerspeaker", primeiro registro oficial de estúdio lançado em 2010.

Tendo conhecimento de que tudo que estamos ouvindo partiu da mente de um único cara, fica mais fácil entender que as faixas presentes são muito pessoais e claramente provém do momento de vida que Parker passava quando gravou-as, levando-o a se expressar por meio da música. As letras, no geral, tratam sobre temas muito passivos, como solidão, frustração e impotência. Entrando a fundo no clima do álbum, difícil não notar o ar instrospectivo presente, como se o eu-lírico estivesse o tempo todo tentando aprendendo a lidar com as coisas que o rodeiam e, principalmente, aceitar a solidão em que se encontra. Músicas como "Solitude is Bliss" e "Desire Be Desire Go" mostram bem essa faceta, com versos sobre rejeitar aqueles que não te entendem, mas, ao mesmo tempo, alimentar uma angústia pelo fato de não ser compreendido. Essa batalha interna por auto aceitação é o foco narrativo do álbum.

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E se as letras passam essa impressão após analisadas, não é nada que a atmosfera das músicas já não nos tivesse mostrado antes. A psicodelia aqui remete muito ao auge do rock psicodélico nos anos 60 e 70 - com destaque ao fato da voz de Kevin Parker lembrar a de John Lennon -, mas, aliada a uma guitarra suja proposital; como se os Beatles estivessem ensaiando o Sgt. Peppers numa garagem, ligando os instrumentos em amplificadores de qualidade questionável. E, por mais que a banda soe tão reverenciadora assim aos velhos tempos, isso não significa que ela não saiba deixar sua marca, por outro lado, Tame Impala já consegue imprimir nessas composições experimentações instrumentais de qualidade e efeitos vocais que viriam a se tornar marca da banda nos próximos anos.

Extremamente viajante e de uma competência admirável, "Innerspeaker" já nos mostrava em 2010 o potencial que o Tame Impala tinha a oferecer e também a contribuir para o cenário da música psicodélica. Quase uma década depois, pode-se concluir o quão bem esse álbum passou pelo teste do tempo e, além de tudo, pôde construir uma base de fãs sólida para a banda. E com razão.

TRACKLIST:

1 - It Is Not Meant to Be
2 - Desire Be Desire Go
3 - Alter Ego
4 - Lucidity
5 - Why Won't You Make Up Your Mind?
6 - Solitude Is Bliss
7 - Jeremy's Storm
8 - Expectation
9 - The Bold Arrow of Time
10 - Runway, Houses, City, Clouds
11 - I Don't Really Mind




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Sobre Eduardo Matheus Palini

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