Tame Impala: o potencial mostrado pela banda em seu primeiro álbum
Resenha - Innerspeaker - Tame Impala
Por Eduardo Matheus Palini
Postado em 10 de junho de 2018
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Um dos primeiros fatos a se reconhecer sobre Tame Impala é que a banda, desde a sua estreia, já estava pronta para assumir o posto de principal representante da cena do rock psicodélico atual. E isto não é nenhuma imposição, pois, basta uma ou duas audições do primeiro álbum da banda que este fato já fica visível.
É preciso dizer que a "banda", no entanto, é composta por apenas um integrante, Kevin Parker, que compõe, grava e produz todas as faixas sozinho, apenas chamando músicos de apoio para as apresentações ao vivo do Tame Impala. É ele, logicamente, que assina todas as 11 músicas de "Innerspeaker", primeiro registro oficial de estúdio lançado em 2010.
Tendo conhecimento de que tudo que estamos ouvindo partiu da mente de um único cara, fica mais fácil entender que as faixas presentes são muito pessoais e claramente provém do momento de vida que Parker passava quando gravou-as, levando-o a se expressar por meio da música. As letras, no geral, tratam sobre temas muito passivos, como solidão, frustração e impotência. Entrando a fundo no clima do álbum, difícil não notar o ar instrospectivo presente, como se o eu-lírico estivesse o tempo todo tentando aprendendo a lidar com as coisas que o rodeiam e, principalmente, aceitar a solidão em que se encontra. Músicas como "Solitude is Bliss" e "Desire Be Desire Go" mostram bem essa faceta, com versos sobre rejeitar aqueles que não te entendem, mas, ao mesmo tempo, alimentar uma angústia pelo fato de não ser compreendido. Essa batalha interna por auto aceitação é o foco narrativo do álbum.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
E se as letras passam essa impressão após analisadas, não é nada que a atmosfera das músicas já não nos tivesse mostrado antes. A psicodelia aqui remete muito ao auge do rock psicodélico nos anos 60 e 70 - com destaque ao fato da voz de Kevin Parker lembrar a de John Lennon -, mas, aliada a uma guitarra suja proposital; como se os Beatles estivessem ensaiando o Sgt. Peppers numa garagem, ligando os instrumentos em amplificadores de qualidade questionável. E, por mais que a banda soe tão reverenciadora assim aos velhos tempos, isso não significa que ela não saiba deixar sua marca, por outro lado, Tame Impala já consegue imprimir nessas composições experimentações instrumentais de qualidade e efeitos vocais que viriam a se tornar marca da banda nos próximos anos.
Extremamente viajante e de uma competência admirável, "Innerspeaker" já nos mostrava em 2010 o potencial que o Tame Impala tinha a oferecer e também a contribuir para o cenário da música psicodélica. Quase uma década depois, pode-se concluir o quão bem esse álbum passou pelo teste do tempo e, além de tudo, pôde construir uma base de fãs sólida para a banda. E com razão.
TRACKLIST:
1 - It Is Not Meant to Be
2 - Desire Be Desire Go
3 - Alter Ego
4 - Lucidity
5 - Why Won't You Make Up Your Mind?
6 - Solitude Is Bliss
7 - Jeremy's Storm
8 - Expectation
9 - The Bold Arrow of Time
10 - Runway, Houses, City, Clouds
11 - I Don't Really Mind
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
A melhor música de prog metal lançada a cada ano, de 1985 até 2025
O músico que para James Hetfield representava a própria América
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
Baterista responde a reclamações dos fãs sobre o Anthrax tocar sempre o mesmo setlist
10 músicas de metal internacional que estão na memória afetiva do brasileiro
Por que Kerry King não chorou em cerimônia que aconteceu no mesmo dia que Jeff Hanneman morreu
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
Brasil viajará para a Copa do Mundo no avião dos Rolling Stones
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Steve Harris aponta a música ideal para apresentar o Iron Maiden a quem nunca ouviu a banda
O roadie que parecia o He-Man e quase perdeu a cabeça em turnê do Cradle of Filth
Site britânico explica por que Rock in Rio Lisboa é "um festival como nenhum outro"
O beatle favorito de Freddie Mercury: "Sempre preferi, gênio absoluto. Não sei por quê"
David Gilmour estava inseguro até uma música devolver sua confiança no Pink Floyd
Lars Ulrich, do Metallica, surpreende ao contar por que não tem tatuagens
Caetano Veloso e o astro que seria "novo Bob Dylan" , mas "nunca estourou no Brasil"
Ivete Sangalo: "Ouço muito SOAD, Linkin Park, Slipknot e Rush"


Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes

