Schizophrenia: um clássico marcado por uma má produção
Resenha - Schizophrenia - Sepultura
Por Ricardo Cunha
Fonte: Esteril Tipo
Postado em 30 de outubro de 2017
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Em marco deste ano (2017), Chris Dick, da Revista Decibel - uma das mais respeitadas publicações dedicadas a música extrema no mundo - listou 5 (cinco) grandes álbuns do Death Metal, marcados por uma produção precária. "Schizoprhenia", do Sepultura, figura na parada, ocupando a 3ª posição. Então, por ocasião dos 30 anos do disco, fizemos uma espécie de tradução livre do texto original. Vejamos o que pensa Dick desse divisor de águas do metal brasileiro:
Gravado no J.G. Estúdios em Belo Horizonte, Brasil, é muito curioso que o crédito do produtor não vá para um indivíduo, como Scott Burns [por exemplo], mas para uma gravadora, [no caso] a Cogumelo Records. Baseando-se na segunda música do álbum, é bem evidente que as pessoas que conduziram as sessões de gravação (o engenheiro Tarso Senra tinha um bom material em suas mãos) eram bastante inexperientes e/ou tinham muito pouco tempo - devido à escassez de recursos - Para capturar corretamente o som do jovem Sepultura na sua forma mais brutal (que dois anos mais tarde conceberia Beneath the Remains).
É importante lembrar que este disco foi gravado em 1987 no Brasil, que, na época, era tão estranho [para os americanos] como o deserto do Atacama, e que bandas como o Sepultura não tinham os recursos dos seus contemporâneos do "primeiro mundo". Também é super importante lembrar que o guitarrista Andreas Kisser trouxe uma perspectiva totalmente nova para a banda. Sua mente [que funcionava mais ao modo do] heavy metal tradicional casou perfeitamente com a abordagem mais primitiva de Max Cavalera, (mais influenciado por Hellhammer, Discharge), o que, naturalmente, levou o Sepultura a escrever um álbum demasiado agressivo. Ainda que [no disco] existam duas músicas instrumentais que, resistem ao teste do tempo, a produção poderia ter sido melhor. A remasterização do álbum, ocorrida em 1990, deu, literalmente, uma mãozinha à produção original!
Referência: Decibel Magazine
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