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Ride: a nova e eficiente viagem dos neopsicodélicos ingleses

Resenha - Weather Diaries - Ride

Por
Postado em 24 de outubro de 2017

Nota: 8 starstarstarstarstarstarstarstar

A psicodelia sessentista nunca morreu. Vai bem até hoje, enlouquecendo o underground e vindo à superfície disfarçada, de quando em vez, em álbuns pop, como no mais recente do Foster The People. No Brasil, segue circulando também, vide o paulista Bike, que lançou segundo álbum este ano e já fez até turnê pela Europa.

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Na segunda metade dos anos 80, a Grã-Bretanha viveu surto psicodélico, então acrescentado do prefixo neo. Claro que bandas fundamentais do universo indie, como o Echo & The Bunnymen, utilizaram muito da cartilha psicodélica em seus álbuns iniciais, no começo da década. A reabilitação da guitarra em um mundo sinthpopizado, feita por Smiths e Jesus And Mary Chain, além de Echo, Cure e outros levou a um estouro de guitar rock na segunda metade da década. Misturando anos 60 com as jangling guitars de Johnny Marr, as distorções reverberadas do seminal Psychocandy (1985) e até o white noise domesticado em forma de arte pelo Cocteau Twins, uma porrada de grupos desabrochou a partir da chamada Class Of 86. Na verdade, a profusão de rótulos aumentava proporcionalmente ao número de bandas que o fértil celeiro britânico armazenava. The Telescopes, House Of Love, Soup Dragons, era um nome atrás do outro.

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De vez em quando, aparecia messias que salvaria o "puro" e tadinho rock, contaminado, vilipendiado, humilhado devido ao império da música dançável sintetizada durante toda a década de 80, que fecharia com o estouro lisérgico da acid house, que fez com que os Soup Dragons regravassem sucesso dos Rolling Stones em clima bem dance rock, que subiu ao topo das paradas oficiais em 1990.

Um desses salvadores da pátria roqueira britânica foi o Ride, formado em 1988, na universitária Oxford, por Mark Gardener (vocais e guitarra), Andy Bell (vocais e guitarra), Steve Queralt (baixo) e Laurence Colbert (drums). Esse Andy Bell não é o do Erausre, mas seria o do Oasis. Quando os Stone Roses morreram na praia, o clima meio onírico chapado e certa postura de "tô nem aí" no palco, garantiram que a imprensa musical inglesa entronasse o quarteto como reis do shoegaze, título que sempre refutaram.

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Em 1990, Ride era a salvação. Essa posição não se manteria por muito tempo; caíram em desgraça mais celeremente do que viraram queridinhos. O sucesso nunca passou muito dos confins indie, as desavenças internas não demoraram, o desgaste das turnês e o atropelamento pelos trens grunge e britpop obsoletaram seu som quase de hora para outra. Em 96, saiu o fiasco Tarantula e depois cada um seguiu seu caminho.

O silêncio de estúdio perdurou até dia 16 de junho, quando saiu Weather Diaries, onze faixas demonstrantes que os já (quase) 50tões ainda dão boa descarga de oníricas harmonias vocais e instrumentais temperadas em viajante psicodelia contida para ser palatável a apreciadores do formato canção indie rock. Tire a prova, conferindo a linda Cali.

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Lannoy Point abre criando clima, introduzindo instrumento atrás do outro, para criar atmosfera bem apropriada para entrada em palco, até que bateria bem 1986 entra com guitarra e baixo e as coisas ficam típicas da cena inglesa dos late 80’s/early 90’s. Não demora para um solo de guitarra todo jangling encantar. Charm Assault vem em seguida; ponto alto do LP. Irresistível para bater cabeça e cabelão e prova – para quem esquecera ou não sabia – de que o Ride deve muito a My Bloody Valentine.

A vibe mais para cima – dentro do possível para o brumoso Ride – das duas primeiras canções engana quem esperava disco no estilo. As nove restantes são bem mais lentas, nada dançantes, apresentando vários andamentos e versões de algo como psych-ballads, tipo Home Is A Feeling, Impermanence ou White Sands. All I Want está nessa categoria, mas abre com o maior tropeço do álbum: para que aquele truquezinho pop de boy band de botar vocal em eco no começo? Não combina com o esfumaçado hipnótico do resto. Muito melhor é a faixa-título, que em seus quase sete minutos mantém a característica de psicobalada, mas ao final, uma avalanche de estática literalmente destrói a melodia, deixando apenas fragmentos de cordas. Grande faixa.

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Rocket Silver Symphony tem dois minutos de ambiência space rock até se transformar em psicodelia com incrustações de estrutura repetida de krautrock/Kraftwerk, que, como sabemos, influenciaram muito a EDM, que informa a canção. Nesse caso os vocais com eco funcionam, porque dentro de padrão apropriado. Lateral Alice é psicodelia anos 60 trombada com um mundo pós-Jesus And Mary Chain. Guitarras graves e bateria avalanchada dão-lhe notável energia. Integration Tape utiliza fragmentos sônicos e white noise de ninar, para estabelecer seu clima de viagem interssensorial.

O tempo nesses diários é nublado com cerração chuvosa, um dos traços distintivos de muitas bandas etiquetadas shoegaze. Esse fog sônico permeia e anestesia as onze faixas de um álbum que colocou o Ride no décimo-primeiro lugar da parada inglesa.

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Assistir vídeo no YouTube

Tracklist
1 Lannoy Point
2 Charm Assault
3 All I Want
4 Home Is A Feeling
5 Weather Diaries
6 Rocket Silver Symphony
7 Lateral Alice
8 Cali
9 Integration Tape
10 Impermanence
11 White Sands

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Sobre Roberto Rillo Bíscaro

Roberto Rillo Bíscaro é professor universitário e edita o Blog do Albino Incoerente desde 2009.
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