Marilyn Manson: outro grande disco do anticristo superstar
Resenha - Heaven Upside Down - Marilyn Manson
Por Gabriel Marcos
Postado em 30 de setembro de 2017
Nota: 10 ![]()
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MARILYN MANSON está de volta com seu novo álbum intitulado "Heaven Upside Down". Este, apresenta faixas que percorrem grande parte da carreira do músico. É impossível não notar influências do Mechanical Animals, The High End of Low e até do penúltimo disco: o The Pale Emperor, porém é um álbum muito mais industrial e agressivo que o seu antecessor, e mantém (se não supera) a qualidade musical deste.
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O novo CD aborda temas como sexo, romance, violência e política (se beneficiando da situação atual não só dos EUA, como do mundo todo). Vale ressaltar que Heaven Upside Down seria lançado em fevereiro e foi adiado para o dia 6 de outubro o que deixou alguns fãs desapontados, porém este que vos escreve afirma: a espera valeu a pena.
"Revelation #12" começa o álbum com um riff agressivo e esse clima se mantém a música toda, embora o refrão deixe um pouco a desejar, foi uma boa escolha para abrir o CD.
Seguida por "Tattooed In Reverse", esta é caracterizada por seu andamento marcial (impossível não se lembrar da faixa de abertura do The Pale Emperor, "Killing Strangers") e suas "bizarrices" (no bom sentido) industriais. Essa combinação faz com que seja criado um clima claustrofóbico lá pelo meio da música digno de ser trilha sonora de algum filme ou série de terror, é mais uma ótima faixa.

"WE KNOW WHERE YOU FUCKING LIVE" foi o primeiro single liberado por Manson e começa com riff inicial que me lembrou "No Reflection" do Born Villain, é uma faixa que segue um clima sombrio até chegar no seu refrão explosivo. Também apresenta elementos industriais nos lembrando dos seus discos da década de 90.
"SAY 10" segue o mesmo clima, é ainda mais industrial e sombria que a sua antecessora e o seu refrão é extremamente nervoso.
"KILL4ME" foi o segundo single liberado por Manson, é uma das agradáveis faixas para acalmar os ânimos. Parece uma mistura do "The High End of Low" e do antecessor "The Pale Emperor" com uma pitada industrial. Facilmente uma das melhores músicas da carreira de Manson.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | "Saturnalia" é uma obra-prima psicodélica nos seus (quase) 8 minutos de duração. Começando de forma sombria com um baixo que remete "I Want To Kill Like They Do In The Movies" do "The High End of Low" a faixa flui de forma com que sua duração não a torne chata e cansativa. É impossível ouvi-la sem se lembrar do "Mechanical Animals".
Em seguida "JE$U$ CRI$I$" apresenta um andamento cativante sem muito agito até chegar no refrão, onde Manson solta sua voz e grita enquanto um coro no fundo a acompanha. É uma boa faixa.
"Blood Honey" pode ser definida como uma "balada gótica" e é outra obra-prima desse álbum, uma faixa extremante cativante e bonita (sonora e liricamente), soa melancólica sem ser chata, os teclados e sintetizadores dão uma atmosfera de desespero, coisa que aumenta quando Manson começa a cantar de forma mais agressiva perto do fim da música. Mais uma vez é impossível não se lembrar do "Mechanical Animals". É uma música que cai bem em momentos de vazio e solidão.

A faixa-título "Heaven Upside Down" me lembrou bastante "Leave a Scar" do "The High End of Low" apresenta um andamento semiacústico agradável e um refrão interessante que facilmente fica na mente.
"Threats of Romance" também começa com um andamento marcial, porém este é menos presente do que na segunda faixa. A música segue com um piano interessante que divide o destaque com pitadas de guitarra que fluem de maneira suave até o quase o final, onde se tornam agressivas e Manson aproveita para soltar a voz e encerrar a faixa gritando loucamente o que cria uma atmosfera de desespero. Foi uma ótima escolha para finalizar o disco.
Resumindo: Heaven Upside Down é um disco enxuto, com poucas faixas e que te prende do início ao fim. Perde sua agressividade da metade em diante, porém isso está longe de ser um problema. É um trabalho que deve agradar os fãs de longa data e decepcionar um pouco quem esperava algo similar ao The Pale Emperor.

Tracklist:
01. Revelation #12
02. Tattooed In Reverse
03. WE KNOW WHERE YOU FUCKING LIVE
04. SAY 10
05. KILL4ME
06. Saturnalia
07. JE$U$ CRI$I$
08. Blood Honey
09. Heaven Upside Down
10. Threats of Romance
Comente: Já ouviu o disco? O que achou?
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