Soilwork: rápido, moderno, pesado, cativante e melódico
Resenha - Panic Broadcast - Soilwork
Por Mateus Ribeiro
Postado em 19 de setembro de 2017
Existem dois tipos de pessoas no mundo: as que gostam de Soilwork e as que tem mau gosto. Por sorte, faço parte do seleto grupo de fãs do grande grupo sueco. Desde que ouvi o magnífico "Figure Number Five", provavelmente já ouvi todas as músicas da banda de trás pra frente, em versão ao vivo, karaokê, e tudo o mais.
Dentre todos os discos lançados pela banda, "The Panic Broadcast", lançado em 2010, é o meu preferido, por uma série de fatores. Sendo assim, coloque o álbum para rodar, e descubra os motivos por eu gostar tanto dessa maravilha do Século XXI.
Definir o som do SOILWORK é uma tarefa extremamente complicada. Alguns costumam colocar a banda ao lado do In Flames como a maior das últimas bandas que saiu da Suécia. Outros ainda falam que a banda toca Death Metal Melódico. Bom, pode ser que o INFLAMES seja maior, mas o SOILWORK é a melhor banda da Suécia na opinião deste que vos escreve. E não acho que a banda consiga se enquadrar em um estilo x ou y. Só consigo afirmar que tudo o que mais aprecio dentro da música, consigo encontrar na sonoridade executada por esses (nem tão) jovens rapazes de Helsingborg: peso, melodia, velocidade, harmonia, instrumental e vocal trabalhando em perfeita harmonia, e letras com mensagens profundas.
A primeira audição
A primeira vez a gente nunca esquece. Pois bem, eu também não.
Lembro claramente que estava navegando no mundo virtual em uma manhã de 2010 no finado e saudoso Orkut. De repente, passando em uma comunidade do SOILWORK, alguma alma abençoada postou o link para uma música nova lançada pela banda. A música em questão era a maravilhosa "Two Lives Worth Of Reckoning", que já me deixou de queixo caído nos primeiros segundos. Uma melodia grudenta, riffs rápidos, bateria comendo solta, e um refrão que gruda mais do que manga de camisa suada nas axilas. Uma belíssima prévia do que estaria por vir.
Depois de ouvir umas dez vezes "Two Lives…", notei que algum outro ser havia postado o link do álbum inteiro para download. Em poucos minutos pude ouvir todas as músicas. Não me arrependo até hoje, e aproveito para agradecer quem me fez conhecer esse disco.
Desde a primeira música, a ignóbil "Late For The Kill, Early For The Slaughter", o nível de qualidade das composições é extremamente alto. Até aí tudo normal, pois desde o começo da carreira, a banda não tem nenhum disco feito "nas coxas". Porém, em "The Panic Broadcast", os caras atingiram o ápice .
Todos os instrumentos estão audíveis, por conta da capacidade dos músicos e da ótima produção. As guitarras alternam entre riffs rápidos, solos melodiosos e algumas partes mais arrastadas . A bateria é um espetáculo. O vocal então, dá um show , demonstrando uma versatilidade imensa. O baixo e o teclado cumprem muito bem seus papéis. Juntando tudo isso no liquidificador, temos um disco perfeito em todos os aspectos.
Não espere ouvir nada parecido com algum disco anterior. Nada mesmo.
E também não vá babando achando que o álbum é fácil de digerir. Não é. Principalmente se for um headbanger brucutu que não aceita inovações. Vão aparecer partes pula pula no disco, alguns vocais mais limpos, e demais coisas que os homens da caverna costumam torcer o nariz.
Por outro lado, se você tem uma mente aberta, vai gostar de "The Akuma Afterglow", "The Thrill", e da rápida e violenta "King of The Threshold".
Outras faixas de destaque são a insana "Enter Dog of Pavlov" (que conta com uma letra muito interessante), "Epitome", e a balada "Let This River Flow", que apresenta um dos maiores momentos de inspiração da historia da banda.
Rápido, moderno, pesado, cativante e melódico. Resumidamente, "The Panic Broadcast" não se encaixa em nenhum subgênero do Metal. É SOILWORK. Apenas isso define. Se você é fã da banda, sabe o que essa definição quer dizer. Se não é fã, deixe de perder tempo e comece a se tornar um ouvindo "The Panic Broadcast".
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