Soilwork: "Panic Broadcast" define de vez sua sonoridade
Resenha - Panic Broadcast - Soilwork
Por Vitor Franceschini
Postado em 11 de abril de 2012
Nota: 9 ![]()
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Apesar de ter surgido em 1995, o primeiro disco dos suecos do Soilwork saiu somente em 1998. Destacando os álbuns "Natural Born Chaos" (2002) e "Figure Number Five" (2003), a discografia prolífica do grupo não via um trabalho tão próximo destes como este a ser resenhado.
"The Panic Broadcast" define de vez a sonoridade do Soilwork, que transita entre estilos que vão desde o Melodic Death Metal, passando pelo Thrash e com nuances de Metalcore. Tudo isso feito com brio e muito peso, porém soando acessível a ouvidos mais sensíveis, já que a banda sabe muito bem aproveitar as melodias e incorporar modernidade às suas composições.
O álbum mostra uma banda coesa e tinindo, com todos os instrumentos sendo executados com maestria e bom gosto. Björn ‘Speed’ Strid está cantando como nunca. Alternando vocais agressivos com outros limpos mais brandos, o sueco com cara de americano interpreta as composições com feeling e garra, ora soando Thrash, ora pop e em alguns momentos até Gothic.
A bateria do belga Dirk Verbeuren emana agressividade e técnica, assim como o baixo de Ola Fink. As guitarras mostram um trabalho subliminar e diferenciado, já que Peter Wichers (que produziu o álbum) está de volta e o novato francês Sylvain Coudret soam quase perfeitos com bases precisas e solos de muito bom gosto. Tudo isso com os arranjos dos teclados de Sven Karlsson, que dão um toque mais ‘clean’ à sonoridade das músicas.
Dentre as composições temos Two Live Worth Of Reckoning como a primeira que chama atenção. Seu andamento direto para depois quebrar em um refrão interessante ficou muito bom. Deliverance Is Mine mostra todo poder da bateria de Dirk. Além disso, conta com um belíssimo solo e mais um bom refrão.
King Of The Threshold se envereda pelos trilhos do Thrash Metal, soando brutal e mais seca para os padrões da banda, mesmo com solos melódicos, os riffs abafados deram um teor mais ríspido para a composição. A ‘quase’ balada e primeiro single, Let The Rivers Flow serve para atrair novos fãs, possui bela melodia e um show de interpretação de Björn.
Além destes destaques, outras composições demonstram grande qualidade, porém um pouco inferior às citadas. Acredito que "The Panic Broadcast" ainda não atinge o nível álbuns citados no início da resenha, mas é sem dúvida o melhor dos últimos três lançamentos.
A versão lançada pela Laser Company (http://www.lasercompanymusicstore.com.br/) ainda conta com um DVD de bônus. O conteúdo deveria ser mais explorado por outras bandas, pois, além de aproximar mais o fã da banda, mesmo que virtualmente, foge do convencional clipe/show. Nele temos um vídeo de quase 20 minutos que mostra alguns momentos da gravação do trabalho (devidamente legendados), além de dois clipes da gravação da bateria e galeria com fotos. Tudo isso acompanhado de um encarte belíssimo e rechonchudo. Vale à pena conferir.
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