Paradise Lost: Tempos Sombrios, Música Sombria

Resenha - Medusa - Paradise Lost

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Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Após o lançamento do álbum “The Plague Within”, de 2015, as expectativas sobre os futuros lançamentos do Paradise Lost foram parar na estratosfera, uma vez que o álbum então lançado trazia uma fortíssima pegada direcionada para os primórdios da banda, ainda que com alguns elementos da fase mais gótica.

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Pois bem, eis que 2017 nos traz “Medusa”, onde os mestres do Gothic Metal e do Doom entregam tudo isso que era esperado, e na verdade, muito mais.

O fato é: eis aqui um disco de Doom Metal em sua essência. Música sombria, arrastada, pesada e melancólica como apenas os caras do Paradise Lost poderiam conceber. O mundo atual está se transformando cada vez mais em algo sem esperança e caótico, e “Medusa” soa como uma tradução desse sentimento. Vivemos tempos cinzas, e a banda decidiu criar uma trilha sonora para tudo isso.

Primeiramente, existe uma preponderância absoluta dos vocais guturais, o que reforça o lado pesado das composições. No entanto, nos poucos momentos em que os vocais limpos se fazem presentes, nos brindam com momentos de pura melancolia e suavidades ímpares, que só agregam ao conjunto da obra.

O Paradise Lost sempre mostrou ser uma banda inquieta e sem medo de ousadias. Sua discografia mostra claramente isso, e devemos sim respeitar essa versatilidade e coragem. Mas verdade seja dita: Essa volta às raízes que se insinuou no disco anterior e que se completa em “Medusa” está sendo de uma qualidade maravilhosa.

Como destaques, podemos pontuar:
-Medusa: a faixa título é uma das poucos onde os vocais limpos superam os vocais guturais. Essa faixa resume bem o que é todo o álbum. Apesar do andamento sempre arrastado, os arranjos são bem complexos, a bateria cria muitas variações entre as mesmas passagens, e temos até um solo de guitarra que, apesar de curto, é fantástico.
- The Longest Winter: outra que também investe nos vocais limpos. Lembrou me, não sei por que exatamente, os grandes momentos do Type O Negative (o que não é uma crítica, mas sim um elogio; adoro Type O Negative). Acredito que seja a mais triste de todo o àlbum.
- Fearless Sky: aqui temos um verdadeiro tributo à tudo que o Doom Metal representa.

Enfim, recomendado à todos os fãs da banda (a menos que você goste apenas do disco “Host” – que eu adoro! – mas nesse caso não há salvação). Recomendado também para fãs de bandas como Type O Negative, Tiamat, Candlemass e afins.

Recomendado também para todos aqueles que estão observando os tempos sombrios em que vivemos, e estavam esperando apenas a trilha sonora. Eis aqui.

Tracks:
1. "Fearless Sky" 8:30
2. "Gods of Ancient" 5:50
3. "From the Gallows" 3:42
4. "The Longest Winter" 4:31
5. "Medusa" 6:20
6. "No Passage for the Dead" 4:16
7. "Blood and Chaos" 3:51
8. "Until the Grave" 5:41

Banda:

Nick Holmes – vocals
Greg Mackintosh – lead guitars, keyboards
Aaron Aedy – rhythm guitar
Steve Edmondson – bass guitar
Waltteri Väyrynen – drums

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Post de 19 de setembro de 2017


Sobre Tarcisio Lucas Hernandes Pereira

Tarcisio Lucas é formado em música-licenciatura pela UNICAMP. Fã de praticamente todos os subgêneros do Rock e do Metal, não dispensa também um bom Jazz ou erudito! Entre suas bandas favoritas estão: YES, Sepultura, Marillion, Mythological Cold Towers, Amorphis e Misfits.

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