ELP: "Trilogy", o segundo pilar da "Santíssima Trindade"
Resenha - Trilogy - Emerson, Lake & Palmer
Por André Floyd - Blog Confraria Floydstock
Postado em 12 de julho de 2017
Após o espetacular álbum conceitual "Tarkus" que elevou o trio bretão Emerson, Lake & Palmer a um patamar maior dentro da cena do rock setentista, o Segundo Pilar da "Santíssima Trindade" do grupo chegaria em 6 de julho de 1972 para se tornar um dos mais aclamados por um enorme número de fãs deste, sendo para muitos o melhor disco deles.
Emerson Lake And Palmer - Mais...
Apesar de majestoso, o álbum antecessor foi gerado em meio a enorme clima de tensão entre Keith Emerson e Greg Lake. Tensão esta que serenara em "Trilogy", onde ambos conseguiram coadunar harmonicamente, tendo aqui Lake um maior espaço na composição, execução e produção.
Se Tarkus foi um disco agressivo e denso, tematizando sobre uma máquina de guerra que era abatida por seres mitológicos, "Trilogy" soou galante e tenro, trazendo canções sobre um relacionamento amoroso em ordem cronológica, com músicas instrumentais intermitentes.
Sua capa a princípio traria a pintura "The Endless Enigma" do maior nome do Surrealismo, Salvador Dali, porém este meteu a faca, cobrando equivalente a 50 mil Euros pelos direitos da imagem, o que fizera com que a gravadora declinasse.
Nesse trabalho o ELP adentrava definitiva e impávidamente no terreno do jazz e erudito, com diversas sequências jorrando tais influências, que claro, eram denotadas através principalmente dos dedos de Keith Emerson e da pegada jazzística nas baquetas de Carl Palmer.
Não seria nada descabido dizer que este é o álbum onde temos o melhor momento de Greg Lake como cantor dentro de sua carreira no ELP, pois seu canto é bem postado, maviosa ou ásperamente durante todas as canções vocalizadas, aternando tais nuances em The Endless Enigma (Part One e Two), "Trilogy" e "Living Sin", e macio em "From The Beginning" (uma das canções mais lindas do ELP e de toda a década de 70).
O jazz e o erudito supracitados comem solto com mais força nas faixas instrumentais: "Fugue", "Hoedown (Taken From Rodeo)", esta uma referência à peça de Aaron Copland, e finalmente no Bolero de Ravel" do ELP, isso mesmo, a influência e inspiração na obra do francês famoso, Maurice, é notória e indiscutível.
Em suma, "Trilogy" é um álbum de sonoridade elegante, daqueles trabalhos onde você procura erros e não acha. Um dos mais icõnicos discos do rock progressivo e do classic rock.
OUÇA AQUI
https://open.spotify.com/user/lycaenidae/playlist/3X3op6YFAghVoArPTkwyu7
Tracklist:
1. The Endless Enigma (Part One)
2. Fugue
3. The Endless Enigma (Part Two)
4. From The Beginning
5. The Sheriff
6. Hoedown (Taken From Rodeo)
7. Trilogy
8. Living Sin
9. Abaddon’s Bolero
A Banda:
Keith Emerson: Hammond organ C3, Steinway piano, Zoukra, Moog synthesizer IIIC e Mini Moog Model D)
Greg Lake: voz, baixo, violões e guitarras
Carl Palmer: bateria e percussão.
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