All Seven Days: Moderno, pesado e envolvente
Resenha - Synthetic Soul - All Seven Days
Por Vitor Sobreira
Postado em 28 de abril de 2017
Nota: 7 ![]()
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A banda All Seven Days, exibe em seu álbum ‘Synthetic Soul’ – lançado este ano, em formato digital – uma forma musical complexa e envolvente, que transita entre elementos do Prog, do Groove Metal e com algo de Alternativo/Metalcore, bem como uma expressiva variação de passagens e detalhes brilhantes, que vão do mais agressivo ao mais acessível, em dez faixas.
Em poucas audições, é possível se enxergar uma carreira cheia de frutos a serem colhidos pelo All Seven Days, pois desde as composições, passando pela belíssima obra de capa e até os músicos envolvidos, tudo é de muito bom gosto e de grande competência e esforço, mas com o tempo, ainda podem melhorar consideravelmente, para angariar notas mais altas, principalmente em relação à produção.
Como a sonoridade da banda segue uma linha mais moderna, com sessões rítmicas complexas, certo uso de graves e afinações um pouco mais baixas, o peso precisa ser equilibrado e muito bem equalizado, para não criar uma "embolação" entre as passagens instrumentais – como podem ser ouvidas em determinados trechos, ao longo da audição. Além do mais, uma atenção especial em se escolher melhor os timbres, distorções e efeitos (principalmente das guitarras), seja em uma base ou n’um solo, pode influenciar muito nos detalhes finais. Outra questão a ser explicitada, é a respeito dos vocais de Gui Fonseca, que se sairia melhor empregando mais doses de ‘drive’ em suas interessantes interpretações, e abrir mão da suavidade em excesso nos limpos – que inclusive chega a lembrar vagamente, aquela musicalidade em evidencia na terra do Tio Sam, que além do peso se foca "terrivelmente" no comercial.
Os destaques existem aos montes, e estão presentes em todas as músicas, mas uma em especial que me atraiu a atenção logo na primeira audição, é a faixa "Chronus and Cairos", com bem elaborados coros de vozes, que conferiram um clima de mistério e poder.
Com algumas observações e reparos aqui e acolá, está banda ainda nos promete muitas surpresas em um futuro – espero eu – bem próximo. Confiram, curtam, tirem suas conclusões, mas acima de tudo, valorizem a Música Pesada feita em nosso território brasileiro, que apesar dos pesares, possui grandiosa qualidade!
Formação:
Gui Fonseca (vocal);
Dan Gomes (guitarra solo e backing vocal);
Stanley Lima (guitarra base e backing vocal);
Matheus Carvalho (baixo e teclado);
Henry Correia (bateria)
Faixas:
01 – Synthetic Soul
02 – Ashes
03 – Black Ruby –
04 – Dead End
05 – Enough
06 – Last Command
07 – Chronus and Cairos
08 – Solace
09 – Cross of Sorrows
10 – Tears of Revolution.
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