Ayreon: "The Source" é para ser escutado do começo ao fim

Resenha - Source - Ayreon

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Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Eis que o incansável músico holandês Arjen Lucassen nos apresenta mais um álbum do seu principal projeto musical, o Ayreon. Como sempre, trata-se de uma ópera metal calcada em harmonias complexas, instrumentação variada, com a utilização de vários instrumentos clássicos, melodias épicas e letras que contam uma história de ficção científica absurdamente interessante e bem construída.

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Quem der uma olhada na lista de participações especiais do álbum certamente ficará intrigado: Paul Gilbert, Guthrie Govan, Tobias Sammet, Hansi Kurschi, Floor Jansen, Simone Simons, James Labrie, Russel Allen... entre outros igualmente competentes.

E quem apostou que um time desse porte seria incapaz de fazer algo menos que maravilhoso acertou em cheio. O que temos aqui é prog metal da melhor qualidade. Aliás, abro aqui um adendo para falar a respeito da mente criativa de Arjen Lucassen. O cara possui uns 3 ou 4 projetos totalmente diferentes uns dos outros ( Star One, Gentle Storm, Ambeon, Guilty Machine...), e todos, sem exceção são extremamente bem feitos. O homem é uma verdadeira máquina de compor. Isso sem falar nas muitas participações que ele faz, incluindo a banda brazuca Soulspell, em mais de uma ocasião.

Outro fator interessantíssimo do álbum e que deve ser citado aqui é a história que é contada; todos os álbuns do Ayreon, em menor ou maior grau, se passam dentro do mesmo universo ficcional, e ao longo dos anos Arjen foi criando uma história absurdamente interessante e interconectada e que não fica a dever em nada ás grandes sagas de ficção científica que temos nos livros ou nos cinemas. Para o pessoal afiado no inglês, vale muito a pena olhar a letras, e para quem não está, procurem boas traduções na internet.

Trata-se de um álbum duplo, dividido em 4 “Crônicas”, da seguinte maneira:

Disco 1
Chronicle 1: The Frame
1. The Day That The World Breaks Down (12:32)
2. Sea Of Machines (5:08)
3. Everybody Dies (4:42)

Chronicle 2: The Aligning Of The Ten
4. Star Of Sirrah (7:03)
5. All That Was (3:36)
6. Run! Apocalypse! Run! (4:52)
7. Condemned To Live (6:14)

Disco 2
Chronicle 3: The Transmigration
1. Aquatic Race (6:46)
2. The Dream Dissolves (6:11)
3. Deathcry Of A Race (4:43)
4. Into The Ocean (4:53)

Chronicle 4: The Rebirth
5. Bay Of Dreams (4:24)
6. Planet Y Is Alive! (6:02)
7. The Source Will Flow" (4:13)
8. Journey To Forever (3:19)
9. The Human Compulsion (2:15)
10. March Of The Machines (1:40)

Eis aqui alguns destaques:

The day that the World Breaks Down – Aqui temos todos os elementos que fizeram do Ayreon um marco n história do prog metal e das metal operas: passagens viajantes, aliadas à peso, harmonias complexas, melodias épicas, mudanças constantes de ritmos, instrumentação clássica em muitos momentos. Destaque para as vozes de Tobias Sammet e Hansi Kurschi. A parte musical e lirica faz muitas referências à álbuns anteriores. Para quem é fã de carteirinha, fica a divertida tarefa de encontrar todos os “easter eggs” presentes.

Sea of Machines - Música que puxa mais pro folk metal, com um trabalho de vozes simplesmente maravilhoso. Música delicada e pesada ao mesmo tempo.

Star of Sirrah - quem sentir falta de peso, venha aqui; uma paulada, com riffs completamente matadores;

Deathcry of a Race – O casamento perfeito entre o clássico, o rock, o metal, o melódico, o folk, e o que mais você conseguir pensar quando o assunto for misturar estilos diferentes;

Into the Ocean – aqui Arjen deixa a influência de Deep Purple e Rainbow falar mais alto, criando um verdadeiro tributo ao rock n' roll!

Enfim, um álbum para ser escutado do começo ao fim, sem pausas e interrupções.

Line Up:

Arjen Lucassen – Guitars, Bass, Keyboards, Songwriting
Ed Warby – Drums
Joost van den Broek – Piano
Ben Mathot – Violin
Maaike Peterse – Cello
Jeroen Goossens – Wind Instruments

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