Ayreon: mais uma obra ousada de Arjen Lucassen
Resenha - Source - Ayreon
Por Junior Frascá
Postado em 25 de julho de 2017
Nota: 9 ![]()
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Projeto mais interessante e produtivo do multi-instrumentista Arjen Lucassen, o AYREON sempre primou por uma musicalidade forte, trazendo o peso do metal e diversas outras influências, sempre com muitas variações e intensidade. E dessa vez não é diferente, pois temos em mãos um dos melhores álbuns do projeto até hoje.
Seguindo a linha progressiva/futurista de sempre, e com uma temática lírica ainda mais envolvente (não irei revelar detalhes da trama, pois apenas apreciando o material por completo é que o ouvinte conseguirá perceber todas as suas nuances), o disco é de uma riqueza de arranjos, harmonias e melodias que impressiona, já que tudo flui naturalmente, mesmo diante de tantas mudanças de climas e andamentos durante todo o material.
Arjen, alias, tanto como instrumentista quanto compositor se mostra em uma das melhores fases de sua carreira, incluindo um tom ainda mais emocional e intimista em cada uma de suas composições. o que fica claríssimo por aqui, já que as faixas parem tocar o ouvinte, levando-o a uma verdadeira viagem musical e sensorial.
E novamente a quantidade de vocalistas convidados é gigantesca, já que temos aqui Tommy Karevik (KAMELOT), Michael Mills (TOEHIDER) James LaBrie (DREAM THEATER) Simone Simons (EPICA), Tobias Sammet (EDGUY, AVANTASIA), Hansi Kürsch (BLIND GUARDIAN), (SYMPHONY X, ADRENALINE MOB), Floor Jansen (NIGHTWISH), Tommy Rogers (BETWEEN THE BURIED AND ME) Nils K. Rue (PAGANS MIND), Michael Eriksen (CIRCUS MAXIMUS) e Zaher Zorgati (MYRATH).
Além disso, há diversos instrumentistas que fazem participações por aqui, destacando-se o monstro Paul Gilbert (MR BIG), com seus solos de guitarra matadores.
Alias, o trabalho de guitarras do álbum está realmente espetacular, sendo o maior enfoque por aqui, tanto que temos o trabalho mais pesado do projeto em anos, e que agradará em cheio os fãs do lado mais metal de Arjen, como já se percebe na abertura do CD1 (sim, o álbum é composto por um CD duplo), "The Day That the World Breaks Down", com seus 12 minutos de pura intensidade e bom gosto.
Dentre os vocalistas convidados, destacam-se James LaBrie, um dos que mais aparece, tendo em vista sua participação na saga como O Historiador; Russel Allen, com sua voz poderosa e sempre cativante, que aqui interpreta O Presidente; e Tobias Sammet, outro conhecido por sua metal ópera AVANTASIA, e que aqui encarna O Capitão.
Vale também citar a belíssima participação do vocalista do MYRATH, Zaher Zorgati , como O PREGADOR, que embora aparece menos, sempre esbanja talento em suas interpretações.
Ou seja, temos aqui mais um material fantástico, que mostra toda a genialidade de Arjen, e que deve ser apreciado com a máxima atenção, para que seja extraída toda sua excelência.
The Source - Ayreon
(Hellion Records - 2017)
Chronicle 1: The 'Frame
1. "The Day That the World Breaks Down"
2. "Sea of Machines"
3. "Everybody Dies"
Chronicle 2: The Aligning of the Ten
4. "Star of Sirrah"
5. "All That Was"
6. "Run! Apocalypse! Run!"
7. "Condemned to Live"
CD2
Chronicle 3: The Transmigration
8. "Aquatic Race"
9. "The Dream Dissolves"
10. "Deathcry of a Race"
11. "Into the Ocean"
Chronicle 4: The Rebirth
12. "Bay of Dreams"
13. "Planet Y Is Alive!"
14. "The Source Will Flow"
15. "Journey to Forever"
16. "The Human Compulsion"
17. "March of the Machines"
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