Atlantis: o som old school está vivo e pegando fogo!
Resenha - Hotter Than a Burning Church - Atlantis
Por Willba Dissidente
Postado em 15 de março de 2017
Nota: 9 ![]()
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O feitiço foi conjurado, a bruxa foi invocada e está com desejos ardentes por metal oitentista! Formada em 2013 na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, o som do ATLANTIS é bem distintivo. Caso você não curta a pegada clássica dos primórdios do Heavy Metal - como feito entre 1979 e 1982 - nem precisa continuar lendo essa matéria; já se você se amarra nos discos que iniciaram o movimento da New Wave of British Heavy Metal, acaba de encontrar uma nova banda a conhecer.
Como nome inspirada na clássica canção de um dos discos mais fundamentais na História do Heavy Metal, o debut do ANGEL WITCH, o ATLANTIS é um power trio que lançou no fim de 2016 seu segundo registro fonográfico, o EP "Hotter Than a Burning Church". Com arte de capa assinada (e não assassinada) por Fabiano Blator, baterista do BATTALION, o EP vai agradar quem curtiu o trampo anterior - o também EP - "Summoning the Witch" e tem dois atrativos evidentes em relação ao disco anterior: melhor produção e melhores composições.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Já na abertura, com a faixa título do álbum, é sentido que o ATLANTIS evoluiu tecnicamente em relação ao "Summoning", mas ainda tem mais a melhorar, pois a linhas de baixo saíram um pouco confusas. No mais, é pancadaria que já começa na entrada da bateria, acelerando um pouco antes dos solos de guitarra (esses não só fritados, mas com muitas partes melódicas à la THIN LIZZY setentista). A influência de ANGEL WITCH está até nas 'desafinadas' clássicas de Kevin Heybourne que também ocorrem com o igualmente guitarrista e vocalista Tino Barth.
Um dos destaques, é a seguinte faixa "Wandering Warrior", que começa numa pegada mais doom e depois fica mais rápida e pesada. A canção tem um clima até 'metalizado' do antigo URCHIN (do guitarrista Adrian Smith antes do IRON MAIDEN). E se falando em solos de guitarra, esse tema tem exageros à la PETER FRAMPTON com solos mais balada, dobrados e na base da música. Começando e terminando em gritos "Stormbringer & Mournblade" tem os melhores riffs e refrões do trabalho; além de ótimo desenvolvimento.
Se no disco anterior, Tino - que assina todas as músicas - se baseou no jogo Castevalnia para a faixa "Dracul" ou em histórias (como a do Minotauro em "Cretan Labyrinth" ou do avião sequestrado por alienígenas em "Flight Malaysia"), "Stormbringer e Mournblade" foi inspirada nas séries de livros "Elric de Melniboné" do anarquista inglês Michael Moorcock; sendo a primeira vez que o power trio baseou sua música num livro. "Mistress of the Night" finaliza bem o trabalho, com sua longa introdução - é a faixa de maior duração do trabalho - é contagiante, com ótimos versos e refrões extensos.
Vale ressaltar que Tino Barth melhorou na pronuncia do inglês, sendo que as letras rimam e não ofendem o idioma bretão. Gravados nos estúdios Audio Goblin em Joinville, "Hotter" foi lançado originalmente em fita cassete com os dois lados iguais, assim como o também EP "When Full Moon rises" do paraguaio ARCANO; o que é muito interessante, pois se você sempre ouvir o disco inteiro nunca precisará rebobinar a fita!!! É notável também a ideia do ATLANTIS de ir contra o comercionalismo e lançar dois ep's seguidos. O único problema SÉRIO que podemos apontar no EP "Hotter than a Burning Church" é que o disco já está esgotado seja em CD ou K7! Para compensar, o grupo disponibilizou o trampo todo nas plataformas digitais e tudo, mas sejamos sinceros, quem é fã desse tipo de trabalho curte mesmo o disco físico. Um outro ponto a ser mencionado é que é necessário fazer a cozinha da banda mais entrosada, o que esperamos que os futuros anos de estrada tragam ao ATLANTIS. A bruxa veio com o calor infernal! Não deixe de curtir o metal do ATLANTIS, pois o grupo está em chamas!
ATLANTIS:
Tino Barth – vocal e guitarra
Jonathan Odorizzi – baixo
Bruno Eggert – bateria
O baixista atual do grupo é Felipe França.
Discografia:
Summoning the Witch (Cd, digital, 2015)
Hotter than a Burning Church (Cd, K7, digital, 2016)
Hotter than a Burning Church - 2016 - 24 min - Xaplan Records
1- Hotter Than A Burning Church (04:31)
2- Wandering Warrior (06:45)
3- Sormbringer & Mournblade (05:34)
4- Misterss Of The Night (07:14)
Sites relacionados:
http://www.facebook.com/AtlantisHeavyMetal
https://atlantis3.bandcamp.com/album/hotter-than-a-burning-church
https://atlantis3.bandcamp.com/
http://www.sanguefrioproducoes.com/artistas/Atlantis/18
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