Obscure Sphinx: A joia polonesa
Resenha - Epitaphs - Obscure Sphinx
Por Marcelo Hissa
Postado em 10 de janeiro de 2017
Nota: 9 ![]()
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Com a facilidade de se lançar um album hoje em dia pela internet e a enorme quantidade de bandas, é impossível estar por dentro de tudo que surge. O ouvinte deve moderar entre ouvir os velhos medalhões com seus novos lançamentos ou garimpar novidades duvidosas. A segunda opção apesar de mais penosa pode trazer satisfação descomunal.
Digo isso por que nuca tinha ouvido a banda Polonesa - Obscure Sphinx – que já está no terceiro álbum. Sludge doom vocalizada por uma mulher (Zofia "Wielebna" Fraś). A capa de Epitaphs é simples e em nada lembra a bela do segundo álbum Void Mother, mas os defeitos acabam por aí. Que sonzaço. Se suje da cabeça aos pés no lodo do sludge metal. Nothing Left abre o álbum espancando seu ouvido e bruscamente modera-se com passagens limpas que deixam a música ainda mais aprazível. Nieprawota segue a mesma linha e encaixa na mesma música: serenidade, anarquia e pulsação. At The Mouth Of The Sounding Sea começa dando o tom gélido e obscuro e evolui para os lamentos enfurecidos de Zofia. O que o Obscure Sphinx faz muito bem é desenvolver suas composições com variações que não soam petulantes.
Outro deleite descoberto ao acaso. Causa desânimo saber que tem muita joia perdida por aí e só depois de muito carvão eis que surge um diamante. Esse álbum é arte e não deveria viver escondido por aí.
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