AttracthA: Originalidade e capacidade de usar velhos clichês
Resenha - No Fear To Face What's Buried Inside You - AttracthA
Por Fabio Reis
Postado em 21 de dezembro de 2016
Quando fiz a audição do EP "Engraved" (2013), tive a certeza de que este seria um nome que geraria bons frutos. A Attractha demonstrava muito talento e com apenas quatro faixas e pouco mais de 20 minutos de duração, ficava nítido que os músicos sabiam exatamente onde queriam chegar e através de composições muito bem feitas, apresentavam uma musicalidade única e interessantíssima.
A banda foi formada em 2007, na cidade de São Paulo e passou por diversas trocas de integrantes até se estabelecer com a formação que gravou "Engraved", porém ainda haveria uma última e importante mudança no line up até que o debut "No Fear To Face What’s Buried Inside You" fosse lançado. O talentoso vocalista Marcos de Canha seria substituído pelo ótimo Cleber Krichinak.
Geralmente mudanças de frontman podem ser um grande problema, mas a escolha por Cleber acabou se mostrando muito acertada e a voz do cantor se encaixou de maneira perfeita com a proposta da Attractha. O Heavy Metal executado pelo grupo ganhou uma dose adicional de peso e energia, as composições do disco de estréia estão mais maduras, mais vigorosas e a evolução em relação ao EP é gritante.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Os timbres e técnicas do novo vocalista abriram um enorme horizonte aos músicos e possibilitou que a banda explorasse uma maior diversidade musical, pois Cleber consegue cantar com maestria tanto em momentos mais melódicos, como também nas partes mais agressivas. O trabalho instrumental é um show à parte, principalmente no que se diz respeito as guitarras de Ricardo Oliveira, que distribui riffs muito bons, linhas criativas e solos de extremo bom gosto. A parte rítmica comandada pelo baixista Guilherme Momesso e o baterista Humberto Zambrin também chama a atenção pela técnica e precisão, a dupla ainda consegue imprimir andamentos diversificados e quebrados em algumas faixas, dando um ar Progressivo em determinados pontos da audição.
Músicas como "Bleeding In Silence", "Unmasked Files" (a primeira gravada com o novo vocal), "Mistakes And Scars" e a veloz "Payback Time" são diretas e certeiras, todas evidenciam esse lado mais pesado e dinâmico da banda. Já canções como "Move On", "Holy Journey" e "Victorious" primam pela cadência e excelentes harmônias. Ainda temos a bela "No More Lies" e "231", a primeira uma espécie de Power Balada que se destaca por ser a mais diferenciada do álbum e a segunda, uma composição forte e de fácil assimilação.
A produção de "No Fear To Face What’s Buried Inside You" é um trabalho de nada menos que Edu Falaschi, que por sinal é perfeito em todos os aspectos. A mixagem e masterização foram feitas por Damien Rainaud em Los Angeles e é mais um ponto alto a ser ressaltado. O disco é um lançamento da Dunna Records e o material físico é distribuído pela Shinigami Records, que vem fazendo um trabalho excepcional tanto com as bandas do cenário nacional, como também à respeito de lançamentos internacionais.
Em suma, a Attractha conseguiu suprir todas as expectativas em torno deste álbum de estréia e entra de vez no hall de destaques e bandas revelação de nosso Metal. O disco é impactante, causa uma ótima impressão e surpreende tanto pela originalidade como pela capacidade de usar os velhos clichês de uma forma que não se tornem meras referências à trabalhos de bandas renomadas. Recomendo a todos os admiradores de um Heavy tradicional moderno, cheio de identidade e com músicas bem tocadas.
Integrantes:
Cleber Krichinak (vocal)
Ricardo Oliveira (guitarra)
Guilherme Momesso (baixo)
Humberto Zambrin (bateria)
Faixas:
1- Bleeding In Silence
2- Unmasked Files
3- 231
4- Move On
5- Mistakes And Scars
6- No More Lies
7- Holy Journey
8- Victorious
9- Payback Time
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