The Dead Daisies: banda atinge outro nível com Corabi e Aldrich
Resenha - Make Some Noise - Dead Daisies
Por Igor Miranda
Postado em 28 de agosto de 2016
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O The Dead Daisies é uma grata surpresa entre as novas bandas de hard rock. O projeto, formado pelo guitarrista David Lowy, já contou com músicos consagrados, com destaque a três atuais integrantes do Guns N' Roses: o também guitarrista Richard Fortus, o tecladista Dizzy Reed e o baterista Frank Ferrer.
Ainda com Jon Stevens nos vocais, o grupo lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 2013. John Corabi substituiu Stevens dois anos depois, época em que "Revolución", segundo disco do projeto, foi divulgado. A banda ganhou em peso e em distorção - algo natural, já que Corabi, também guitarrista, trouxe pegada à sonoridade.
Neste ano, o The Dead Daisies parece ter atingido a plenitude com um novo reforço: o guitarrista Doug Aldrich entrou no lugar de Richard Fortus. Era o que a banda precisava, em meu ver.
A atual formação, completa por Marco Mendoza (baixo) e Brian Tichy (bateria), lançou, no início deste mês, o terceiro álbum do The Dead Daisies. "Make Some Noise" foi feito em parceria com o produtor e compositor, Marti Frederiksen, entre fevereiro e março deste ano, e surpreende desde a sua primeira audição.
"Long Way To Go" abre o disco na pegada do AC/DC: riffs de impacto e cozinha simples, mas cheia de groove. "We All Fall Down", na sequência, mantém o padrão, mas aposta em uma pegada mais identitária e um pouco contemporânea. Amaciada, "Song And A Prayer" é um crossover entre The Cult e momentos mais suaves do Velvet Revolver, mas não perde em pegada. A participação de Doug Aldrich na faixa é incrível.
"Mainline" coloca o pé no acelerador sem abrir mão de uma boa melodia. A interação da banda, em seus mínimos detalhes, é o destaque aqui. A faixa título do álbum é o típico arena rock, com bateria ao estilo "We Will Rock You" e vocais em coro. Não impressiona, mas reproduz bem o clichê. Já o cover para "Fortunate Son", original do Creedence Clearwater Revival, ganhou força e vida na voz de John Corabi e no instrumental denso.
"Last Time I Saw The Sun" é um hardão com pitada contemporânea, com guitarra na linha de frente e refrão grudento. Uma das melhores do álbum. Na sequência, "Mine All Mine" se destaca pelo seu groove e performance criativa de Brian Tichy. "How Does It Feel" segue por caminhos harmônicos menos óbvios e cativa, especialmente, pelo bom refrão cantado em coro. Lembra um pouco de Lynch Mob.
A acelerada "Freedom" é o tipo de música que transita entre o hard rock e o heavy metal. Boa para bater cabeça. A gostosa "All The Same" mantém o peso, mas tem uma pegada mais próxima do hard setentista. A jam final é irresistível. O álbum se encerra com "Join Together", cover do The Who - outra versão que ganhou vida na pegada do quinteto. Não é a melhor música do Who, mas compõe bem a tracklist.
No geral, "Make Some Noise" mostra que o The Dead Daisies começa a encontrar um direcionamento padrão. Guitarras na linha de frente, riffs "gordos" em timbre, cozinha bem tocada, composições bem boladas e os ótimos vocais de John Corabi, que não costumam falhar em trabalho algum. Neste álbum, a banda ganhou ainda mais em pegada no instrumental, o que deu ainda mais consistência às boas composições.
O álbum transita pelos melhores caminhos do hard rock e alia o clássico ao contemporâneo sem exagerar nas referências a bandas antigas. O projeto é altamente promissor e este disco, em especial, deve figurar entre os melhores de 2016 no segmento.
John Corabi (vocal)
Doug Aldrich (guitarra)
David Lowy (guitarra)
Marco Mendoza (baixo)
Brian Tichy (bateria)
01. Long Way To Go
02. We All Fall Down
03. Song and a Prayer
04. Mainline
05. Make Some Noise
06. Fortunate Son (Creedence Clearwater Revival cover)
07. Last Time I Saw the Sun
08. Mine All Mine
09. How Does It Feel
10. Freedom
11. All the Same
12. Join Together (The Who cover)
Comente: Já ouviu a banda? O que achou?
Outras resenhas de Make Some Noise - Dead Daisies
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
As bandas que formam o "Big Four" do metal oitentista, segundo o Loudwire
Terra do Black Sabbath, Birmingham quer ser reconhecida como "Cidade da Música"
Jack Osbourne expõe "banda gigante" que exigiu quantia absurda no último show de Ozzy
Cinco dicas úteis para quem vai ao Bangers Open Air 2026
Steve Vai toca no novo "Jump" do Van Halen - versão virou hino da Coca-Cola pra Copa 2026
A música que mudou a história do Dream Theater e a vida de Mike Portnoy
Lars Ulrich, do Metallica, acha que Bon Scott é o vocalista mais legal de todos os tempos
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
A joia cearense que gravou um clássico do rock nos anos 1970, segundo Regis Tadeu
O pior músico com quem Eddie Van Halen trabalhou; "eu tinha que ensinar todas as partes"
A melhor música do "Black Album", do Metallica, segundo a Metal Hammer
A música do Thin Lizzy que sempre deixa James Hetfield de bom humor
Amigo de Mao do Garotos Podres apanhou da turma do punk e do metal no mesmo ano
Sascha Paeth: o guitarrista alemão que se apaixonou pelo Brasil
Quando se tornou uma vergonha dizer que gostava de Raul Seixas
O disco pouco conhecido do Pink Floyd que traz um personagem da Marvel na capa
Matanza: por que a banda chegou ao fim, de acordo com Donida

Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: Em 1992 eles lançavam Fear Of The Dark



