Red Hot Chili Peppers: Tomara que seja apenas uma fase
Resenha - Getaway - Red Hot Chili Peppers
Por Vitor Hugo Fernandes
Postado em 13 de julho de 2016
Nota: 5 ![]()
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Enfim depois de 5 anos de espera, temos um novo álbum do RHCP, a espera foi grande assim como a expectativa, esse é o problema que o hype gera.
O antecessor de The Getaway, I'm With You (2011), com bons grooves, guitarras do novato Josh Klinghoffer bem encaixadas na proposta da banda na época e uma boa composição de hits e lados-B que fãs apreciaram em seu lançamento infelizmente não prosseguiram com o vindouro lançamento. Com apenas dois evidentes destaques e alguns bons pontos, o novo do RHCP mudou tanto a sonoridade da banda que não soou bem para os meus ouvidos.
As duas primeiras faixas são esperançosas, apesar de leves, trazem umas sensação de músicas compostas justamente pra serem singles e pra fazerem sucesso, refrões fortes e linhas instrumentais bem 'pop' tornam The Gataway e Dark Necessities ótimas faixas e um princípio de álbum que promete...
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...Mas não cumpre, a música seguinte We Turn Red, tem vocais que lembram o RHCP antigo, até de antes do sucesso Mother's Milk (1989), mas o que lembra essa época são justamente só os vocais, e mais nada, as linhas de baixo são bem fracas, comparando à criatividade e habilidade que Flea é famoso por executar durante toda a história do Red Hot, o que é bem triste na verdade. É audível que as experimentações e linhas de baixo groovadíssimas do Flea foram quase que completamente ofuscadas nesse novo álbum, as linhas de baixo estão cada vez mais comuns e com o volume reduzido, o carro chefe da banda foi pro fundão da sala.
The Longest Wave é até hoje a balada mais fraca que já ouvi da banda, é nessas horas que sinto falta do John Frusciante e da facilidade que ele tinha de criar riffs grudentos que fizeram parte das melhores baladas do RHCP, todos os instrumentos são basicamente complementos pra voz com uma melodia bem arroz com feijão.
Goodbye Angels é uma das poucas que o baixo do Flea entra em destaque, e nem é na música toda, é até meio destoante da faixa que é cortada pra um pequeno show-off de slaps.
O restante inteiro do álbum segue com uma lista de músicas sem criatividade instrumental, o que é estranho tendo em vista o potencial instrumental da banda, Chad Smith é um dos melhores bateristas do rock desde sempre, competente e criativo. Flea não precisa nem de descrição, é um dos melhores baixistas da história do rock, toda a sua virtuosidade com o funk antigo, técnicas e linhas de baixo são ovacionadas há tempos, Josh Klinghoffer, apesar de novo também tem seu valor como um guitarrista bem conciso e com o melhor backing vocal que já passou pela banda. Pena que a banda como um todo não seguiu a linha da criatividade que eles mesmo sempre carregaram na carreira.
Espero que seja apenas uma fase experimental da banda e que toda a atmosfera do I'm With You volte no próximo álbum, com grooves, baterias criativas, bons riffs, baladas com boas letras e ritmos que fujam do "arroz com feijão" (algo como Brendan's Death Song do álbum de 2011), no geral, que a banda volte a ter a sua identidade antiga, que se alterava mas nunca perdia o seu cerne.
Line-Up:
Flea — baixo (exceto na canção "The Hunter") e piano
Anthony Kiedis — vocais
Josh Klinghoffer — guitarra, baixo na canção " The Hunter " e vocais de apoio
Chad Smith — bateria e percussão
Tracklist:
1. The Getaway
2. Dark Necessities
3. We Turn Red
4. The Longest Wave
5. Goodbye Angels
6. Sick Love
7. Go Robot
8. Feasting on the Flowers
9. Detroit
10. This Ticonderoga
11. Encore
12. The Hunter
13. Dreams Of a Samurai
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