Blue Mammoth: Disco pode se tornar um futuro clássico do gênero
Resenha - Stories of a King - Blue Mammoth
Por João Silva
Fonte: Metal Samsara
Postado em 12 de julho de 2016
Fugindo de sua longa tradição, o Brasil tem sido varrido por amontoados de música descartável nos últimos anos.
Este movimento começa em meados da década de 90, e tem se estendido até a atualidade. Infelizmente, o populismo que permeia a política do país se enraizou na música, e para os que preferem algo com qualidade sofrem martírios ao ligarem TV ou rádio.
Mas como o que é bom resistem às intempéries modistas, o Brasil também se mostra um produtor de ótimas bandas de Rock em todas as suas vertentes. E no Rock Progressivo, temos no quarteto carioca BLUE MAMMOTH um de seus grandes representantes em nosso país. E felizmente, para os ouvidos mais exigentes, eis que eles retornam com seu segundo álbum, "Stories of a King".

Em relação ao disco de estréia, "BLUE MAMMOTH" de 2011, o trabalho do grupo está mais coeso, mais sólido. Mas não se preocupem, pois aquela sonoridade rebuscada, muito influenciada por gigantes do gênero como GENESIS, YES e JETHRO TULL continua a mesma, bonita e elegante, mas existem toques modernos que fogem um pouco ao estilo, algo herdado do Prog Metal. Mas não destoa, pois o trabalho do grupo é incrível, uma experiência etérea e maravilhosa de ser experimentada.

Em termos de qualidade sonora, "Stories of a King", podemos dizer que o disco foi um parto para ser feito, fora os problemas com a saída do guitarrista César e a entrada de Vinícius. Mas mesmo com tudo isso, a banda conseguiu uma qualidade sonora de primeira, estando bem claros cada um dos elementos que compõem sua música. E mesmo alguns timbres mais modernos aparecem nas guitarras vez por outra.
A arte da capa é maravilhosa, algo de belo e que transmite as idéias conceituais das letras do disco, mas sem deixar de ligar a obra ao grupo.
Vocais de primeira, linhas de teclados e guitarras excelentes, baixo e bateria mostrando-se coesos e com bom nível técnico, fora momentos com cellos e flautas. E tudo isso com uma dinâmica bem diversificada, com arranjos sempre técnicos, e em alto nível. Se a palavra "fantástico" pode definir o trabalho de uma banda, realmente o BLUE MAMMOTH merece.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Em dez músicas, a banda desfila um trabalho que supera as expectativas, que vai adiante de certas limitações e fronteiras. Podemos dizer que a banda faz Rock Progressivo atualizado, ou seja, tem toda a vibração e técnica dos anos 70, com aquela atmosfera etérea, mas ao mesmo tempo não nega o presente, e caminha para o futuro de peito aberto.
É interessante ver que a banda não tem uma música gigantesca, algo comum ao estilo, mas mesmo assim, cada canção é preciosa e mostra algo belo.
Se vocês desejam algumas faixas para mera referência do leitor, podemos indicar "The Endless Road" e seu belíssimo trabalho vocal assentado em uma base instrumental bem diversificada, a mais moderna e pesada "Children's Fear" (com um trabalho de guitarras e baixo muito bom, trazendo o peso e modernidade do Prog Metal para o trabalho do grupo, embora os vocais temperem a música com aquele jeitão setentista), a linda e introspectiva "Lonely Flight" e seus arranjos de teclados e uma bateria muito bem postada, a envolvente "Nobody's Hero" (mais uma vez, os teclados se sobressaem muito bem, fora um solo muito bom), a pesada "The Reign" e seus arranjos instrumentais mais voltados para o Prog Metal (se sobressaindo mais uma vez baixo e bateria), e a emotiva "Wrong Ways" (que mesmo com momentos mais pesados, mostra forte dose de emoção e boa dose de acessibilidade musical, sem, no entanto, perder a qualidade).

E é interessante citar que cada letra conta a história de um personagem, contadas sob o ponto de vista de um narrador (no caso, o próprio quarteto), que nos leva a contemplar cada momento da vida, com seus altos e baixos, e talvez vermos as nossas próprias vidas ali.
Um disco marcante, e que pode ser tornar um futuro clássico do gênero por aqui.
http://www.bluemammothband.com/#!second-album/xbt6h
Longa Vida à música de qualidade!
Longa Vida ao BLUE MAMMOTH!
Stories of a King:
1. The Endless Road
2. Children's Fear
3. Lonely Flight
4. Flying Free
5. Nobody's Hero
6. Perfect Dream
7. The Reign
8. Reflections of Death
9. Wrong Ways
10. Waiting Room

Blue Mammoth:
Vinícius de Oliveira - guitarra
Thiago Meyer - bateria
Andre Micheli - teclado, voz
Julian Quilodran - baixo
Por: Marcos "Big Daddy" Garcia
Original em:
http://metalsamsara.blogspot.com/2016/05/blue-mammoth-stories-of-king-album.html

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