Product of Hate: Sludge/Thrash e ótimo cover do Ozzy em debut...
Resenha - Buried in Violence - Product of Hate
Por Vicente Reckziegel
Postado em 24 de fevereiro de 2016
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A grande maioria talvez nunca tenha ouvido falar desta banda de Wisconsin, o que não é de todo estranho, visto "Buried in Violence" ser o seu primeiro disco completo (antes haviam lançado 1 EP e 2 Singles). Mas provavelmente esse estágio de "desconhecimento" vai deixar de existir com o passar do tempo, ainda mais se a banda americana continuar a lançar discos do porte desse seu debut.
Conseguindo já em seu lançamento o suporte de uma gravadora de alcance mundial como a Napalm Records, a conquista desse reconhecimento será mais simples, mesmo que eles não precisem dessa "ajuda" para ter seu trabalho reconhecido como algo acima da média.
Se o estilo do quinteto é um Sludge/Thrash Metal com algumas características mais modernas, ou seja, nenhuma grande novidade, a verdade é que o Product of Hate conseguiu algo que a maioria das bandas com estas características não alcançou: Uma grande variação entre as músicas, pois nenhuma se parece com a outra, uma ressalva que eu mesmo sempre fiz quando escutava bandas que inseriam elementos de New Metal em sua sonoridade. Ou seja, aqui temos riffs inspirados, cozinha quebrando tudo e solos em uma quantidade muito maior que normalmente se encontra no estilo.
"Buried in Violence" inicia com a poderosa "Kill. You. Now" que é o cartão de visitas para o conteúdo existente no disco, uma música pesadíssima, bateria martelando e bom solo de guitarra. Em sequencia "Annihilation" e sua rifferama mantém o nível, que aumenta consideravelmente com a "fodística" "As Your Kingdom Falls", que alia com perfeição peso e melodia, além de contar com belos solos. "Blood Coated Concrete", tem um lado mais moderno, soando como um filhote de Lamb of God com Pantera, enquanto "Monster" chama mais atenção pelo seu refrão mais melódico, trazendo-os mais para perto da sonoridade de algumas bandas americanas de New Metal.
A faixa-título, com sua introdução no baixo/bateria, logo descamba para outra música feroz e pesadíssima, o contraste perfeita para a seguinte, a instrumental mais light "Vindicare", que precede uma das músicas mais legais do disco, "Nemesis", com suas variações e sacadas muito legais. Sentimento de aprovação que se acentua com "Revolution of Destruction", com um misto de vocais gritados/melódicos na medida correta, além dos já citados riffs inspirados. Já com "Unholy Manipulator" fiquei com o pé atrás, simplesmente pela repetição do clichê mais batido em letras de Metal, "Ashes to Ashes, Dust to Dust", já devemos ter ouvido isso em pelo menos outras 100 músicas em todos esses anos, hora de virar o disco.
E chegamos assim ao encerramento de "Buried in Violence", com o ótimo e inesperado cover de "Perry Mason" do velho Madman Ozzy. Legal ver uma banda apostar numa música que não aparece entre os grandes clássicos de Osbourne, apesar de ser uma faixa que sempre achei bem bacana e até menosprezada em sua carreira. Uma maneira de terminar com chave de ouro um debut do qual não se esperava muito, e no final se mostrou uma grande surpresa. Talvez aqui surgindo uma nova promessa da música pesada...
Formação:
Adam Gilley - Vocal
Cody Rathbone - Guitarra
Gene Rathbone – Guitarra Solo
Mark Campbell - Baixo
Mike McGuire - Bateria
11 Faixas – 44:33
Tracklist:
01. Kill. You. Now.
02. Annihilation
03. ...As Your Kingdom Falls
04. Blood Coated Concrete
05. Monster
06. Buried in Violence
07. Vindicare
08. Nemesis
09. Revolution of Destruction
10. Unholy Manipulator
11. Perry Mason
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
A música sem riff de guitarra nem refrão forte que virou um dos maiores clássicos do rock
Banda de rock dos anos 70 ganha indenização do Estado brasileiro por ter sido censurada
Guns N' Roses estreia músicas novas na abertura da turnê mundial; confira setlist
Para Gary Holt, Exodus é melhor que Metallica, mas ele sabe ser minoria
O álbum do Cannibal Corpse que Jack Owen não consegue ouvir
A banda que impressionou Eddie Van Halen: "A coisa mais insana que já ouvi ao vivo"
Por que Geddy Lee achou que Anika Nilles não seria melhor opção para substituir Neil Peart?
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
Anthrax revela o título do próximo álbum de estúdio
Geddy e Lifeson contam o momento em que quase desistiram de Anika Nilles para o Rush
Kip Winger admite não se identificar mais com a música da banda que leva seu nome
Joe Bonamassa lançará show em tributo a Rory Gallagher
Baterista quer lançar disco ao vivo da atual formação do Pantera
Regis Tadeu revela qual ele considera a "canção perfeita do Heavy Metal"
Para Regis Tadeu, só existe uma coisa mais chata que o som do Dream Theater


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Sgt. Peppers: O mais importante disco da história?



