Machinaria: mantendo as tradições de qualidade do thrash nacional
Resenha - Sacred Revolutions, Profane Revelations - Machinaria
Por Junior Frascá
Postado em 07 de fevereiro de 2016
Nota: 8 ![]()
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Banda de Bagé (RS), o MACHINARIA está na estrada desde 2011, e mais um bom nome da ótima safra do thrash metal nacional que vem surgindo em terras tupiniquins há um bom tempo.
O som da banda mescla elementos de várias escolas do estilo, com primazia daquela característica da segunda fase americana, como SACRED REICH, VIO-LENCE e FORBIDDEN. Mas há também algo do início da carreira do SEPULTURA.
Ou seja, é um som pesado e cru, mas com instrumental bem trabalhado e linhas vocais agressivas e cheias de ódio, transbordando fúria.
Com variações entre momentos mais velozes, e outros mais cadenciados e brutais, com muito groove, a banda se destaca pela versatilidade, e por fazer com competência um som que, embora nada original, tem muitas qualidades.
Conceitualmente, o disco trata da inquisição católica, realizada na idade média, um tema polêmico e aqui muito bem tratado.
A produção de Bruno Dachi também é boa, deixando tudo na cara, e com todos os instrumentos bem timbrados e audíveis.
Assim, com "Sacred Revolutions, Profane Revelations", o MACHINARIA se lança no mercado, e se coloca com um dos nomes promissores da nova safra nacional, tendo tudo para colher, com brevidade, muitos bons frutos.
Sacred Revolutions, Profane Revelations - Machinaria
(MS Metal Records - 2015)
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