Evelyn: Sonoridade experimental da distante Polônia
Resenha - Key to Understanding Suicides - Evelyn
Por Vicente Reckziegel
Postado em 19 de janeiro de 2016
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Apesar do retorno financeiro zero ao se manter um blog/colaborar com um site de Rock/Metal, não há como disfarçar uma pitada de satisfação ao receber pelo correio, vindo da distante Polônia, um disco da banda Evelyn para resenhar. Isso por que essa foi a primeira banda internacional que tive o prazer de entrevistar, no agora já distante mês de Maio de 2012. Esse tipo de retorno não tem preço.
Enfim, ainda pouco conhecidos no Brasil, a banda possui uma sonoridade difícil de descrever e principalmente assimilar, pois podem ser considerados uma banda de Gothic Rock, apesar de possuir elementos de Eletro Goth, Industrial, Metal clássico e vocais típicos de Black Metal. Ou seja, uma mistura que nem todos conseguem digerir facilmente.
E o próprio nome do disco já entrega o que se encontra aqui "The Key to Understanding Suicides", e durante toda sua duração há um forte ar de melancolia nas faixas. Após a primeira faixa (uma simples intro de barulhos estranhos, quem já ouviu algo assim antes?) vem "Catatonic Euphoria", talvez a música mais empolgante do álbum, com um bom mix de melodias e peso, principalmente nas camadas de guitarra do cérebro por trás da banda polonesa, o Guitar/baixo/bateria eletrônica Chorus. Mas a minha preferida é "Suicidal Melancholy", música com belíssimo trabalho de teclado de Asteria, boas melodias de guitarra que contrastam com o vocal angustiado da Alexa. A bateria eletrônica, apesar dos avanços com relação há anos atrás, deixam a audição de "Romantic Aboulia" meio confusa, com aquela tradicional velocidade inumana do "instrumento". E tudo termina com a instrumental "Schizophrenic Lullaby", com ritmo mais cadenciado, mas novamente voltada para boas melodias e um final mais caótico.
Apesar da longa duração de todas as faixas (com exceção da Intro) as partes cantadas são poucas, o que pode cansar o ouvinte ao arrastar um pouco as músicas, mas não chega a apagar o bom trabalho da banda no disco como um todo.
Quem curte algo mais tradicional, talvez não venha a gostar de "The Key to Understanding Suicides", mas é um bom disco, indicado para aqueles que gostam de músicas mais experimentais. E sem deixar de citar o belo trabalho gráfico da capa do disco, de alto nível.
Formação:
Alexa – Vocal
Asteria – Sintetizador/teclado
Chorus – Guitarra, Baixo, bateria eletrônica
5 Faixas – 42:36
Tracklist:
1-Psychotic Disharmony (Intro)
2-Catatonic Euphoria
3-Suicidal Melancholy
4-Romantic Aboulia
5-Schizophrenic Lullaby (Instrumental)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
O melhor álbum de 11 bandas lendárias que surgiram nos anos 2000, segundo a Loudwire
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
Por que Angra não convidou Fabio Laguna para show no Bangers, segundo Rafael Bittencourt
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
O hit de Cazuza que traz homenagem ao lendário Pepeu Gomes e que poucos perceberam
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
John Lennon criou a primeira linha de baixo heavy metal da história?
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
O único nome realmente genial do "Clube dos 27", segundo Sérgio Martins
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Regis Tadeu elogia habilidades de Cazuza e Renato Russo e detona música popular atual
A música dos Beatles que Keith Richards considera a melhor; "Eu estava lá, e foi lindo"
Três músicas sublimes do Led Zeppelin na opinião de Robert Plant

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



