Dimmu Borgir: Adentrando as Dimensões Espirituais Negras
Resenha - Spiritual Black Dimensions - Dimmu Borgir
Por Vitor Sobreira
Postado em 30 de dezembro de 2015
Com um nome que gera dúvidas sobre como é pronunciado, e cuja a tradução é algo relacionado a "Castelo/Fortaleza Negra", esses noruegueses marcaram para sempre a história do Black Metal, ajudando a aperfeiçoar e disseminar uma face Sinfônica e melodiosa do estilo. É verdade que em cada disco apresentaram uma evolução inacreditável e sonoridades diferentes, contudo, sempre continuou a ser o mesmo Dimmu Borgir.
Com o final da década de 90, e o início dos "misteriosos" anos 2000 bem próximos, nada melhor para ter comemorado este marco com um álbum tão inesquecível quanto este, e, nesta época, a banda já contava com 3 álbuns oficiais e 1 EP no currículo, além de um nome sempre em constante acensão.
Comparado com o antecessor, o magnifico Enthrone Darkness Triumphant (97), aqui optaram por um Black Metal mais agressivo, frio e sombrio, com um uso mais calculado e diversificado dos teclados e melodias, além de explorar experimentações, como os vocais limpos e profundos do convidado especial Vortex (que mais tarde integraria de vez o grupo), a guitarra (solo) com um apelo mais Tradicional e os teclados comandados aqui pelo novato Mustis (que basicamente continuou o que Stian Aarstad fez, só que empregando seu próprio estilo assombroso) que se encaixaram e deram um toque extra muito bem vindo as músicas, além de momentos mais trabalhados e bem executados. Os vocais de Shagrath não ficam para trás, e sendo sempre um enigma, pois sempre tendem a acompanhar as evoluções da banda, e aqui, apostou em um estilo gutural ora um pouco mais rasgado, ora um pouco mais 'fechado', vomitando letras arcanas. O restante de uma formação que (talvez) nunca devesse ser mudada também é digna de elogios, desde as bases nada gentis de Silenoz e Nagash, até a bateria maligna de Tjodalv, todos deram seu melhor.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Será que preciso elogiar a capa? SIM! O anjo torturado e aprisionado em (quem sabe) uma 'Dimensão Espiritual Negra', serviu perfeitamente para estampar o disco... E como combinou!
'Reptile' abre o trabalho já exibindo o que de melhor a horda tinha a nos oferecer, com velocidade inicial, teclados mórbidos e um refrão de arrepiar. 'Dreamside Dominions' pode ser descrita como a mais 'melódica', desde climas pomposos até um solo muito bem executado no final. 'Grotesquery Conceiled' possui momentos bem profundos e tensos, e como todas as faixas, aposta na diversidade de partes rápidas e mais cadenciadas, enquanto que 'Arcane Lifeforce Mysteria' encerra as atividades de forma grandiosa e com momentos bem viajantes, e quase "progressivos". Citei estas apenas para você ter uma breve noção da riqueza contida aqui, e o melhor mesmo é ouvir este álbum (caso tenha interesse e curiosidade), pois esses caras criaram em um lúgubre laboratório de Alquimia e Magia Negra uma obra oculta, soberba e cheia de detalhes, sendo que a cada faixa uma surpresa nos aguarda como uma emboscada, com climas sombrios e densos quase sufocantes, que faz com que nos percamos em sombras, apreciando este 'play'.
Como curiosidades, o disco foi produzido pelo renomado e incansável Peter Tägtgren (Hypocrisy), e, segundo entrevista a uma revista de Metal da Noruega, a banda afirmou que para os vocais limpos, originalmente chamaria o vocalista Carl McCoy (Fields of the Nephilim, ex-Nefilim), mas que por uma limitação de tempo, infelizmente não foi possível firmar esta parceria.
Não há dúvidas que o melhor do Symphonic Black você encontra aqui, mesmo que os vindouros lançamentos, que apostariam mais em orquestrações, de certa forma o 'soterraram' na discografia junto com os outros primeiros. Mas quem gosta, dá valor, e isso é o que importa. Se tiver coragem, ouça preferencialmente no escuro!!
Faixas:
1. Reptile (05:17)
2. Behind the Curtains of Night-Phantasmagoria (03:20)
3. Dreamside Dominions (05:13)
4. United in Unhallowed Grace (04:22)
5. The Promised Future Aeons (06:51)
6. The Blazing Monoliths of Defiance (04:37)
7. The Insight and the Catharsis (07:17)
8. Grotesquery Conceiled (Within Measureless Magic) (05:10)
9. Arcane Lifeforce Mysteria (07:03)
(Tempo Total - 49:10)
Formação:
Shagrath - Vocals
Erkekjetter Silenoz - Guitars (Rhythm)
Astennu - Guitars (Lead)
Tjodalv - Drums & Percussion
Mustis - Keyboards
Nagash - Bassguitar
Lançamento: Março de 1999 - Nuclear Blast
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