Gallo Azhuu: Som mais anos 70 com riffs marcantes
Resenha - Totem - Gallo Azhuu
Por Angelo Costa Saggio
Postado em 09 de dezembro de 2015
Gallo Azhuu é uma banda oriunda de São Luís, capital do Maranhão. Formada em 2007, a banda pratica um heavy rock e a sua formação é composta por Denis Carlos (bateria), Patrick Abreu (guitarra e voz), Rafael Almeida (baixo) e Ruan Cruz (guitarra).
Como a banda mesmo diz, as letras abordam temas que levam a conhecer histórias de mundos invisíveis, criaturas mágicas, aventuras inebriantes e mulheres, em uma trilha sonora original e única que nos faz voltar aos anos 70 e a época psicodélica. A sonoridade é um rock n roll setentista, com aquela pegada suja do stoner, ficando um som mais cativante, ainda mais pelas letras que são em português.
Aqui vamos falar sobre seu segundo álbum batizado "Totem" que foi lançado agora em novembro em formato digital. No próprio site da banda, você pode ouvir todas as músicas.
A produção foi executada pelo próprio guitarrista Ruan Cruz, no Estúdio Km4 Produções em São Luiz e a arte ficou a cargo de Jader SDS.
Vamos as 10 faixas do álbum que abre com "Baile de Búfalo" mostrando logo de cara riffs stoner, som direto e pesado e o vocal rouco de Patrick só deixa o som ainda mais envolvente.
Na cola, temos "Pássaro Feio", com um início mais setentista, com linhas de baixo em evidência e que logo dá ritmo a quebradeira com o refrão marcante, com altos solos bem elaborados. Na sequência, "Coiote Negro" vem com seu riff viajante e o vocal rouco de Patrick, com sua letra bem convidativa e viciante.
Começando de forma acústica e um belo dedilhado de violão, temos "Raio da Montanha" que só faz a ponte para um dos melhores riffs do álbum no melhor estilo stoner, sólido e encorpado, uma quebradeira das melhores e tudo isso de forma instrumental com quase 4 minutos.
O quinto som é "Paralaxe" que mantém a pegada de seu rock direto, com altos solos e muito feeling e sentimento, ou seja, rock n roll feito com vontade e garra.
Na instrumental "Valquíria", ouvimos outra rifferama cheia de quebradas e variações, além dos solos viajantes. Na cola, os anos 70 pedem passagem com a sonzeira "Uma Mulher Para Amar", um rock com aquela pegada pesada blues, alternando muitas variações e quebradas, ou seja, um som bem estruturado e uma banda bem objetiva a todo momento.
O único som em Inglês é "I Feel Free", com destaque para a base de guitarra, com certeza uma das mais rock n roll do álbum e dona de um refrão cativante. Na sequência, um baita riff Stoner na veia com a canção "Labrador", aquela quebradeira boa de se ouvir, onde sentimos o poder de composição da banda cheia de técnica e feeling.
Finalizando no melhor estilo com a letra psicodélica "Bruxa" que já cativa logo de cara pelas linhas de baixo marcantes e Patrick fazendo um vocal ainda mais rouco, com certeza o melhor solo do álbum, aquele solo que começa e vai ganhando mais proporção e deixando o som ainda mais envolvente, mostrando uma cozinha bem precisa, com o baixo e a bateria dando a sustentação necessária. Num show, esse som deve ser bom demais e prender bastante a galera.
Se você gosta de um som mais anos 70 com riffs marcantes, feito com sentimento, alma rock n roll, letras provocantes e viajantes e uma banda objetiva em sua proposta, ouça em alto e bom som que você vai viciar nesses sons, com certeza.
Line-up:
Patrick Abreu (Vocal e Guitarra)
Rafael Almeida ( baixo)
Ruan Cruz (guitarra)
Denis Carlos (bateria)
Sons
01 Baile de Búfalo
02 Pássaro Feio
03 Coiote Negro
04 Raio da Montanha
05 Paralaxe
06 Valquíria
07 Uma Mulher Para Amar
08 I Feel Free
09 Labrador
10 Bruxa
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