Sarah Cracknell: Influências dos anos 60 e dueto com Nicky Wire
Resenha - Red Kite - Sarah Cracknell
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 09 de setembro de 2015
No começo dos anos 90, o trio Saint Etiene suavemente iniciou sua mistura de electronica com elementos do pop dos 60’s aos 80’s. Mansos, melódicos e atmosféricos, os ingleses têm nos vocais de menininha de Sarah Cracknell um de seus trunfos mais fofos. Em 97, a vocalista lançou o solo Lipslide, bastante variado estilisticamente, mas cujo predomínio, como previsto, era eletrônico. O clima é pra cima e a produção sintetizadamente elegante, urbana e moderna.
Quando Lipslide estava próximo de completar sua maioridade, Cracknell saiu-se com Red Kite. Lançado em junho, o álbum quebra/frustra expectativas de quem esperava nova fornada de electronica. As 12 faixas são bem mais acústicas e a sensação é muito pop anos 60 com alguma melancolia.
On The Swings podia estar na trilha sonora dalgum filme francês da Nouvelle Vague. Nothing Left to Talk About – dueto com Nicky Wire, do Manic Street Preachers – tem guitarra country easy listening, emprestando sabor fim dos 70’s. Uma delicinha com parara papa papara e tudo! Take the Silver, colaboração com o The Rails, é puro folk; quase dá vontade de cantar colhendo cevada. Gostosa melancolia impera em melodias como as de The Mutineer, I Close My Eyes e Ragdoll. Favourite Chair é delicada canção de ninar com marimba. It’s Never Too Late e Hearts Are For Breaking deveriam fazer Belle and Sebastian corar de vergonha do álbum chato lançado este ano; 2 fofuras twee pra pegar no colo e cantar sussurrando ou saltitando. I Am Not Your Enemy é psicodelia domesticada demais; Cracknell querendo ser mais pesada do que consegue. Nem é ruim, mas se o álbum fosse todo na mesma toada não teria graça.
A agridoçura dessa Pipa Vermelha enternece, embala pra dormir (no bom sentido), acalma e sustenta muitas audições com melodias assobiáveis e assimiláveis. Tomara que Cracknell não espere até 2033 pro terceiro solo.
Tracklist:
01 On the Swings
02 Nothing Left to Talk About (ft. Nicky Wire)
03 In the Dark
04 Ragdoll
05 Underneath the Stars
06 Hearts Are For Breaking
07 Take the Silver (ft. the Rails)
08 The Mutineer
09 I Close My Eyes
10 It’s Never Too Late
11 I Am Not Your Enemy
12 Favourite Chair
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
Regis Tadeu defende Roger Waters após polêmica envolvendo o Rush e manda recado aos fãs
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
Uma pergunta sobre afinação mudou o destino do maior sucesso do Metallica
Regis Tadeu finalmente explica detalhe do Iron Maiden que fãs discutem há 20 anos
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
Metallica anuncia mais 12 datas da tour M72 para 2027
"Nunca compusemos juntos" - Roger Waters explica sua parceria com David Gilmour no Pink Floyd
Anthrax lança "Cursum Perficio", seu primeiro disco de estúdio em 10 anos
A briga de ego que separou a dupla mais importante do punk rock
A banda dos anos 60 que Carlos Santana sabia que resistiria ao tempo como Doors e Hendrix
Resenha e fotos do show de Dave Evans, ex-AC/DC, em Belo Horizonte
A música que a MTV "pegou emprestada" do Megadeth
"Tocar com Ozzy era como morar na casa dos pais", diz Zakk Wylde
A opinião de Eddie Van Halen sobre Kurt Cobain como músico em 1995

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



