Destruction: "Infernal Overkill", o álbum de estreia dos alemães

Resenha - Infernal Overkill - Destruction

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Por David Torres
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No início dos anos oitenta, o Metal estava se popularizando cada vez mais e ganhando diversas ramificações. Um dos subgêneros que surgiu e se proliferou constantemente na década foi o Thrash Metal, o que não é nenhuma novidade, ocasionando o surgimento de incontáveis bandas, álbuns e trabalhos realmente marcantes nesse estilo musical. Em 1982, formou-se o Destruction, na Alemanha. Com um “line up” encabeçado por Marcel Schirmer (Schmier) nos vocais e no baixo, Mike Sifringer (mais conhecido apenas como Mike) na guitarra e Thomas Senmann (Tommy Sandmann) na bateria, o “Power Trio” de Thrashers germânicos gravou duas “demos”, uma em 1983 e outra em 1984 e, em novembro desse mesmo ano, lançaram o histórico EP “Sentence of Death”. Esse último registro funcionou como um aperitivo saboroso para o que estava por vir no ano seguinte, o clássico e aclamado álbum de estreia do grupo, “Infernal Overkill”.

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Produzido pelos próprios integrantes da banda e lançado em 24 de maio de 1985, através da gravadora Steamhammer, “Infernal Overkill” teve a sua arte de capa ilustrada por Udo Linke, que também elaborou capas para as bandas Lethal Aggression e Suckspeed. No último domingo, esse grande clássico do Thrash teutônico completou três décadas e tal feito não poderia passar em branco. A seguir, iremos dissecar faixa a faixa desse petardo esmagador de ossos.

Um “riff” crescente e poderoso, aliado a uma “cozinha” de baixo e bateria mortífera dão início ao álbum com um grande hino, “Invincible Force”. Como se vê, o disco já se inicia “fraquinho”, não?! Logo nos primeiros segundos da faixa de abertura, Schmier profere um agudo ensandecido à lá Tom Araya nos primórdios de Slayer e a partir daí, a pancadaria não tem fim. Palhetadas secas e ríspidas rasgam os alto-falantes com facilidade. O refrão consiste apenas na repetição do título que batiza a composição, entretanto, há um dito popular que alega que “menos é mais” e no caso dessa música, pode apostar que é mesmo! O “Speed/Thrash” de “Death Trap” é algo simplesmente lindo de se ouvir! Os “riffs” são completamente maníacos e aliados às linhas vorazes de bateria e aos vocais sempre rasgados, proporcionam um entretenimento magnífico aos apreciadores dessa sonoridade. Outro hino!

“The Ritual” é a terceira faixa e é, particularmente, a minha favorita do disco. Mais cadenciada, mas tão empolgante quanto as anteriores, é uma composição recheada de “riffs” cortantes e cativantes, além de solos hipnotizantes e recheados de “feeling” em suas notas cruas e viscerais. A seguir, temos outra grande pedrada, “Tormentor”. O engraçado é que durante a década de oitenta, era praticamente um clichê das bandas de Thrash Metal terem alguma música nomeada “Tormentor”, vide Slayer e Kreator (que, aliás, chamava-se “Tormentor antes de mudarem o nome da banda). Essa composição é mais uma vez alucinante e direta ao ponto, sem qualquer tempo para firulas desnecessárias e frescuras chatas.

Outro hino se inicia: “Bestial Invasion”. Dona de um refrão marcante e duro como uma rocha, muito bem acompanhada por “riffs” e solos perversos e poderosos, bem como uma “cozinha” de baixo e bateria maleficamente sincronizada e vocais furiosos e bem encaixados, essa composição já nasceu um clássico! A contagiante instrumental “Thrash Attack” vêm logo em seguida e representa exatamente o que o seu nome é: um legítimo e mortal ataque Thrash Metal! Desafio qualquer admirador do estilo a ouvir essa música sem ao menos “banguear” um pouco. Podem apostar, é uma tarefa mais que árdua, pois cada palhetada te convida a acompanhar o ritmo e o compasso empolgante da faixa. Outra de minhas músicas prediletas dessa obra e certamente um dos muitos destaques desse maravilhoso álbum.

Começando de forma lenta, “Antichrist” traz novamente “riffs” infectantes que não demoram muito para conduzir o ouvinte a mais uma sessão regada a puro caos e baderna musical. Como tudo o que é bom, dura pouco, o álbum se encerra com a ótima “Black Death”, a composição mais longa do álbum, possuindo pouco mais de sete minutos de duração. O que nós temos aqui? A mesma fórmula musical das músicas anteriores do trabalho, contudo, sabiamente utilizada, proporcionando diversão total aos ouvintes e encerrando esse registro de maneira impecável.

Sujo, rápido, dono de uma levada empolgante e energética fortemente influenciada por Venom, “Infernal Overkill” é uma das incontáveis obras primas do Thrash Metal mundial. Cada composição aqui presente vale ouro e influenciou, influencia e sempre influenciará diversas bandas e músicos mundo afora. Um trabalho perfeito e incorrigível, obrigatório na coleção de qualquer “Thrash Maniac” que se preze!

Escrito por David Torres

01. Invincible Force
02. Death Trap
03. The Ritual
04. Tormentor
05. Bestial Invasion
06. Thrash Attack
07. Antichrist
08. Black Death

Marcel Schirmer (Schmier) (Vocal / Baixo)
Mike Sifringer (Mike) (Guitarra)
Thomas Senmann (Tommy Sandmann) (Bateria)

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Sobre David Torres

Moderador e criador nas páginas Mundo Metal e The Old Thrash Metal, tem como estilo predileto o bom e velho Thrash Metal e procura sempre conhecer mais e mais acerca do estilo, assim como do Rock/Metal como um todo e as suas mais variadas vertentes e subgêneros.

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