Noturnall: O futuro grande nome do Metal nacional?
Resenha - Noturnall - Noturnall
Por Vicente Reckziegel
Postado em 17 de fevereiro de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Apesar de ter recebido há um bom tempo o primeiro disco do Noturnall, resolvi esperar baixar um pouco a poeira que a serie de resenhas positivas e algumas negativas que o álbum levantou após seu lançamento. E, uma coisa não pode se negar: Os caras foram corajosos ao seguir um caminho completamente do que era imaginado quando foi anunciada sua formação e, consequentemente, o lançamento de seu debut.
Pois seria fácil seguir o caminho mais fácil e apostar no Power Metal de suas bandas de origem, e assim manter os fãs conquistados ao longo destes anos. Mas o caminho escolhido foi o oposto disto, e o resultado é o que vemos em seu primeiro e auto-intitulado álbum.
Desde os primeiros acordes (e batidas) da peso-pesada "No Turn At All", temos a certeza que algo diferente irá acontecer. Esta música é daquelas que passam por cima da gente como um trator, tamanho peso e intensidade que emanam dela, sendo provavelmente a música mais pesada do disco. Só que ela precede justamente a melhor música aqui, a fabulosa "Nocturnal Human Side", com seus riffs tipo Pantera (em determinado momento Dimebag parece reencarnar em Leo Mancini), e a participação perfeita do mestre Russell Allen. Faixa digna de tornar-se clássica. Zombies possui sua introdução e refrão perfeitos para cantar junto nos shows, ainda demonstrando um peso de responsa. "Master of Deception" tem andamento menos comuns, bons solos de guitarra e teclado e grande trabalho de Aquiles na bateria. "St. Trigger" (não confundir com St. Anger), apesar de muito pesada, possui uma grande dose de melodia em seu refrão (uma constante ao longo do disco). A partir daqui o disco da uma "acalmada", sendo que "Sugar Pill" seria a música mais próxima do que poderíamos imaginar da sonoridade do Noturnall, a única um pouco mais voltada para o Power. E em seguida temos a bela balada "Last Wish", com seu ar de "Fairy Tale" (tudo bem, não é a mesma banda, nem mesmo o mesmo Shaman, mas que ficou um clima parecido...) com um trabalho primoroso de Thiago Bianchi. "Hate" é... bem... é uma música que transborda ódio, mas com momentos mais melódicos em dose certeira. E o disco termina com a (mais uma vez) pesada "Fake Healers" e a acústica "The Blame Game".
Com relação aos músicos, quase nenhuma novidade. Thiago Bianchi tem um desempenho digno de nota, tanto nos vocais mais ríspidos quanto nos melódicos, Leo Mancini manda riffs e solos muito legais, grande trabalho. Igualmente podemos falar do tecladista Junior Carelli, que em determinados momentos tem um quê de Jordan Rudess no disco "Train of Thought". Fernando Quesada demonstra aqui ser um dos melhores baixistas da atualidade no Metal nacional. E Aquiles Priester, bom, não tem nem o que comentar, pois a sonoridade mais agressiva do Noturnall casou perfeitamente com seu estilo, simplesmente matador. Destaque também para a produção cristalina do álbum e seu encarte, que aberto mostra a capa em tamanho maior, como nos bons e velhos tempos do vinil.
Para você que não se contenta sempre com mais do mesmo, está ai uma banda que veio para ficar...
Tracklist:
1. No Turn At All
2. Nocturnal Human Side
3. Zombies
4. Master of Deception
5. St. Trigger
6. Sugar Pill
7. Last Wish
8. Hate
9. Fake Healer
10. The Blame Game
Outras resenhas de Noturnall - Noturnall
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
As duas músicas do Judas Priest que Rob Halford detesta: "Lixo, só clichês"
Cinco subgêneros do metal que despertam amor e ódio
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
Angra celebra a força dos palcos em novo videoclipe de "Lisbon"
65 grandes músicas gravadas por Dave Mustaine, que completa 65 anos neste domingo
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
A traição do Pink Floyd que Roger Waters engoliu a seco e teve que aceitar
King Diamond sobe ao palco com o My Chemical Romance
Os 3 artistas considerados "rock de tiozão" pelo baixista do Nirvana Krist Novoselic em 1992
O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
A canção que Axl Rose gravou sob efeito de cogumelos e que deixou o Guns N' Roses furioso
O único hit da Legião Urbana que Russo não fez a letra e marca reencontro com baixista
Led Zeppelin e a fala que Robert Plant tem vergonha mas não tem como apagar da história
A banda pouco conhecida que por pouco não se tornou um grande nome do metal mundial

10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



