Dir en grey: Uma continuação mais leve de Dum Spiro Spero

Resenha - Arche - Dir en grey

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Por Victor de Andrade Lopes, Fonte: Sinfonia de Ideias
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Quem acompanha a trajetória dos japoneses do Dir en grey sabe que eles fogem de rótulos como o diabo foge da cruz. Não apenas porque sua música sempre foi extremamente particular, mas também porque eles nunca se contentaram com um estilo - foram pulando de galho em galho, sem nunca sair do universo do rock/metal.

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A única coisa que pode ser dita sem sombra de dúvidas é que, em um gráfico tempo x peso, os álbuns da banda descrevem uma reta ascendente. Partindo de uma espécie de rock alternativo no álbum de estreia Gauze, a banda chegou ao metal mais extremo em Dum Spiro Spero, e parece ter encontrado um denominador comum aí.

Porque Arche, nono álbum de inéditas do Dir en grey, soa como uma continuação de Dum Spiro Spero. A passagem do oitavo para o nono álbum mostra-se uma das menos impactantes da inconstante discografia do quinteto. É verdade que Dum Spiro Spero é uma verdadeira obra prima do metal extremo, e este disco não chega ao mesmo nível. Mas está quase lá. Como o Dir en grey fez nos últimos dez anos, consegue-se aqui combinar vocais guturais escarrados com cantorios serenos, além de riffs agressivos e rápidos com solos melódicos. Só que o lado sereno está muito mais proeminente aqui.

Lembrando, é claro, que leveza não significa necessariamente positividade. Aquele clima pesado, tenso e sombrio da banda está mais vivo do que nunca aqui - talvez por influência de Immortalis, disco de estreia de sukekiyo, projeto solo do vocalista Kyo. Na verdade, é este clima geral que se sobressai, mais até do que o trabalho instrumental isolado dos integrantes.

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Como o Helloween fez com 7 Sinners e Straight Out of Hell; como o Ayreon fez em Universal Migrator: The Dream Sequencer e Flight of the Migrator; e como o The Gentle Storm fará com The Diary; o Dir en grey parece ter lançado um álbum duplo com dois climas distintos. Dum Spiro Spero é o álbum pesado, agressivo, gutural. Arche é o álbum lento e melancólico.

Mas assim como seu antecessor tinha momentos mais leves, Arche também apresenta passagens mais agressivas, daquelas que gerarão rodas punk em shows. "Cause of Fickleness", "Midwife", "Behind a Vacant Image" e "The Inferno", por exemplo.

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Arche parece até um álbum conceitual, tão nítida é a sua coesão. Não atinge a maturidade e a energia de seu antecessor, é verdade, mas a alta qualidade média está garantida. Agora, mais do que nunca, está difícil classificar o que é o Dir en grey. Mas desde quando isso é essencial? O que interessa é que o quinteto segue sendo um dos nomes mais relevante do metal japonês atualmente, e merecidamente.

Abaixo, o vídeo de "Sustain the Untruth":

Track-list:
1. "Un Deux"
2. "咀嚼" (Soshaku)
3. "鱗" (Uroko)
4. "Phenomenon"
5. "Cause of Fickleness"
6. "濤声" (Tousei)
7. "輪郭" (Rinkaku)
8. "Chain Repulsion"
9. "Midwife"
10. "禍夜想" (Magayasou)
11. "懐春" (Kaishun)
12. "Behind a Vacant Image"
13. "Sustain the Untruth"
14. "空谷の跫音" (Kukoku no Kyouon)
15. "The Inferno"
16. "Revelation of Mankind"




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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

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