Iron Maiden: X-Factor, um verdadeiro clássico, porém injustiçado!
Resenha - X-Factor - Iron Maiden
Por Edilson Luiz Piassentini
Postado em 19 de novembro de 2014
Fico imaginando se o álbum X-Factor de 1995 fosse lançado com Bruce Dickinson ainda nos vocais do Iron Maiden naquela época. Com certeza seria tratado como mais um grande clássico, incomparável, ou coisas a mais. Só que não foi o que aconteceu, e esse álbum se tornou um dos mais injustiçados da banda!
O que se pode dizer é que X-Factor é muito diferente dos demais álbuns do Iron Maiden, mas isso não significa que seja ruim, muito pelo contrário, é um excelente álbum, e mais um grande clássico da banda.
Após passar por problemas pessoais, e por estar chateado com a saída de Bruce Dickinson da banda, veio a tona o lado mais obscuro da criatividade de Steve Harris. O álbum aborda temas sobre medo, guerra e depressão, mesclando com a atmosfera obscura e com passagens progressivas, e com uma grande técnica por parte dos integrantes.
A épica Sign Of The Cross abre o álbum com seus mais de 11 minutos, com belas passagens e solos. Uma música de abertura muito diferente que estamos acostumados a ouvir nos álbuns do Iron Maiden.
Na sequencia, Lord of The Flies, apresenta uma grande performance vocal de Blaze Bayley, e possui um refrão poderoso e grandes solos da dupla Dave Murray e Janick Gers.
Man on the Edge é o grande single do álbum. Uma música rápida, com solos rápidos, um excelente trabalho do baterista Nicko McBrain, um forte refrão e como de costume, o baixo pulsante de Steve Harris.
A quarta faixa Fortunes of War tem um introdução lenta, com violões e uma voz suave de Blaze Bayley, que logo depois dá lugar a um som pesado e um ritmo bem cadenciado. Outra grande performance de Blaze Bayley.
Look for the Truth também possui um pequena introdução lenta, mas logo depois da lugar a um instrumental empolgante e com belas melodias.
A seguir, The Aftermath é cadenciada, pesada, com um bonito refrão, e que vai aumentando seu ritmo gradativamente com o decorrer do tempo e possui solos avassaladores.
Mais um grande destaque vem com Judgement of Heaven, com uma atmosfera menos obscura que as demais, com um instrumental mais rápido e alegre, e com grandes duetos dos guitarristas Dave Murray e Janick Gers. O baterista Nicko McBrain mostra também um grande nível técnico nessa faixa.
Blood on The World's Hands abre com um dos melhores solos de baixo já feito por Steve Harris. É pesada e obscura, com passagens de teclados muito bem elaboradas.
As pegadas típicas do Iron Maiden aparece em The Edge of Darkness. Após um pequeno começo lento, a música da lugar as típicas cavalgadas, guitarras em duetos, e solos extremamente técnicos!
2 A.M é a música mais depressiva do álbum tanto pela sua letra quanto pelo instrumental. A mesma segue arrastada durante toda sua duração, com belas melodias e solos bem encaixados, e arranjos de teclados que dão todo o clima melancólico da música.
Para fechar o álbum, The Unbeliever, com boas pitadas progressivas, com arranjos de violões que combinam perfeitamente, e um refrão muito bem elaborado. Na metade da, uma caída seguida maravilhosa com o baixo de Steve Harris pulsante como de costume e solos com as assinaturas de Murray e Gers!
X-Factor mostra o lado sombrio do Iron Maiden, influenciado pelos problemas que seu lider Steve Harris passou em sua vida, que conseguiu transformar em músicas sensacionais. Um álbum que o próprio Steve Harris admitiu ter sido o melhor que ele já compôs, ao lado de Seventh Son of A Seventh Son e The Number of the Beast.
Também vale destacar que X-Factor foi um dos melhores trabalhos de Blaze Bayley em sua carreira. Um álbum que foge dos padrões do Iron Maiden, com pitadas progressivas, que atualmente são usadas nos mais recentes álbuns da banda, e que de forma injusta foi "desconsiderado" por muitos, porém, como dito no começo desse texto, se fosse com Bruce Dickinson, seria exaltado de outra forma!
Com certeza um dos grandes álbuns da história do Iron Maiden e também do heavy metal!
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