Exodus: banda nos brinda com mais um grande álbum
Resenha - Blood In, Blood Out - Exodus
Por João Paulo Linhares Gonçalves
Postado em 16 de novembro de 2014
O Exodus apostou na mudança de vocalista para tentar recuperar seu status de uma das principais bandas thrash metal da atualidade. Apostou também em um novo álbum, "Blood In, Blood Out", recentemente lançado pela gravadora Nuclear Blast. Álbum que marca a volta do vocalista Steve "Zetro" Souza à banda, após dez anos ausente.
Foi uma mudança na direção que a banda vinha seguindo com o vocalista anterior, Rob Dukes. Principalmente com os álbuns "The Atrocity Exhibition... Exhibit A" e "Exhibit B: The Human Condition", a banda vinha fazendo um thrash metal "progressivo", com músicas que chegavam em alguns casos a quase dez minutos, ficando na maioria das vezes acima da casa dos sete minutos. No novo álbum, nenhuma música ultrapassa esta marca. A velocidade é a constante, aliada a muito peso com os riffs da dupla de guitarristas Gary Holt e Lee Altus, aliados aos vocais gritados e rasgados de Zetro.
O produtor do álbum é Andy Sneap, o mesmo que vem produzindo discos da banda desde "Tempo Of The Damned", de 2004 (produziu também "Violent Revolution", do Kreator, e "Dark Roots Of Earth", do Testament, dentre muitos outros; um dos produtores de destaque junto às bandas de thrash metal).
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A primeira música tem um começo meio eletrônico, mas depois de um minuto e vinte um thrash poderoso toma conta, um riff alucinante e acelerado. A voz esganiçada de Souza rapidamente toma conta e te faz relembrar os velhos clássicos da banda, da segunda metade dos anos 80. A dupla de guitarristas Holt e Altus está inspirada mais uma vez. Eles dominam as composições do álbum.
Neste começo de álbum, a banda privilegia a velocidade dos riffs, pegada forte, abandonando o thrash quase progressivo feito nos últimos discos. Na faixa-título, um verso homenageia adequadamente o primeiro vocalista da banda: "Tonight we’re gonna rage and make Paul Baloff proud.". Baloff merece, que descanse em paz!
"Collateral Damage" acelera ainda mais, backing vocals de primeira, até foge do estilo tradicional do Exodus. "Salt The Wound" é uma das melhores do disco, riff contagiante, um legítimo clássico da banda, com direito a solo de Kirk Hammett. "Body Harvest" é outro petardo atômico, toneladas de peso, um riff galopante alucinado toma conta e não te permite ficar parado. Divide o título de melhor do disco com a canção anterior. Esta canção marca também um momento de virada no álbum, as canções passam a durar um pouco mais de seis minutos, trazendo de volta um pouco da levada "progressiva" dos álbuns anteriores. "BTK" pode ser considerada a melhor amostra, muito peso e velocidade mais cadenciada (e esta faixa conta com a participação de Chuck Billy, vocalista do Testament).
Depois destas duas grandes canções, o disco cai um pouco em qualidade, perdendo um pouco do punch nas próximas duas músicas. Recupera-se com "Numb", que acelera novamente, e volta a se destacar com "Honor Killings", outro thrash de primeira, com influência direta de Slayer: Gary Holt aproveita sua estada na banda para trazer elementos para o Exodus. Pra encerrar o álbum, "Food For The Worms" chuta todo mundo no saco e acelera à velocidade da luz, pra finalizar em grande estilo speed metal total.
Como faixa bônus, a banda gravou a cover "Angel Of Death", do Angel Witch (para quem não conhece, uma das bandas pioneiras da New Wave Of Brittish Heavy Metal, que acabou não fazendo tanto sucesso quanto os outros medalhões como Saxon, Def Leppard e Iron Maiden), e ficou mais ou menos: instrumental bem legal, só que a voz do Tom Hunting (ele que canta a faixa) não encaixou muito bem com a música.
O Exodus apostou no retorno de seu ex-vocalista Steve Souza, sim; apostou num thrash metal mais tradicional também; só que o fez com extrema qualidade, agressividade, peso, cuspindo riffs de qualidade à velocidade da luz e nos brindando com mais um grande álbum. Vale a pena conferi-lo!
Faixas do álbum:
1 - "Black 13"
2 - "Blood In, Blood Out"
3 - "Collateral Damage"
4 - "Salt The Wound"
5 - "Body Harvest"
6 - "BTK"
7 - "Wrapped In The Arms Of Rage"
8 - "My Last Nerve"
9 - "Numb"
10 - "Honor Killings"
11 - "Food For The Worms"
Alguns vídeos:
"Blood In, Blood Out":
"Salt The Wound":
Primeira parte do making of do álbum:
Confira esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock (http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br/). Um abraço rock and roll!
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