Boris: Concorrendo com um dos melhores discos do ano

Resenha - Noise - Boris

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Alisson Caetano
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Noise: n1 alarido, barulho, som. 2 clamor, vozearia. 3 rumor, escândalo vt+vi fazer barulho, alarde. Estilo musical que utiliza majoritariamente sons considerados, em circunstâncias comuns, desconfortáveis ou irritantes.
5000 acessosÁlbuns ao vivo: 10 grandes registros da história do rock5000 acessosAs regras da NWOBHM

O nome do décimo nono disco de estúdio dos japoneses do BORIS chega até a ser irônico para quem já o ouviu com calma, pois, definitivamente o que se ouve em seus quase 60 minutos não chega nem perto das definições descritas acima.

Passeando livremente por estruturas psicodélicas, pitadas de stoner e até pop e shoegaze, é um trabalho que se difere por completo de qualquer disco anteriormente gravado pelos japoneses. O drone característico de seus discos mais lembrados quase não dá as caras aqui.

"Melody" é a definição perfeita da música que nomeia: extremamente melódica, de vocais doces e riffs marcantes, mas sem deixar de serem pegajosos, além de um clima space rock para arrematar o conjunto. "Vanilla" segue com uma pegada mais stoner, com os mesmos vocais pops e o clima psicodélico visto anteriormente.

"Ghost of Romance" é uma balada psicodélica de levada tranquila, vocais interpretativos e riffs novamentes remetendo a space rock, com influências diretas de DAVID GILMOUR.

"Heavy Rain" traz o contraste maravilhoso entre os riffs doom metal e o baixo monolítico com a delicada interpretação vocal de Wata, criando uma música com um clima perturbadoramente emocional.

Você pode até se assustar (assim como eu) com a introdução de "Taiyo no Baka", com toda a pinta de música pop da Disney. É só a introdução, pois acaba se convertendo em um bom pop rock suave e, claro, com a onipresente influência psicodélica.

A parte final do disco inicia-se com "Angel", com 16 minutos inspirados em PINK FLOYD, com passagens que inspiram contemplação pelas notas tiradas da guitarra até turbulências em suas partes mais pesadas, finalizando como um ciclo, exatamente de onde começou.

"Quicksilver" junta duas músicas em uma só. A primeira é um hardcore punk de andamentos velozes, vocais furiosos que servem de balanço para vocais melodiosos. A segunda parte é instrumental e apresenta um dos poucos momentos inspirados em drone do disco todo. Boa música que, mesmo destoando completamente do conteúdo anterior, não se mostra desnecessária.

A faixa que serve de encerramento é "Siesta", instrumental que segue os mesmos passos de "Angel", porém, dessa vez, mais soturna, fazendo uso de notas graves e toques sutis de percussão.

Quem conhecia de outras datas o BORIS pode até se surpreender com a sonoridade abordada em Noise, de longe um dos discos mais comerciais do grupo. Inegável é a sua qualidade, independente do gênero que ele se enquadre. Sentimental, psicodélico e repleto de passagens reflexivas, transformam esse disco, desde já, em um dos discos que terão presença quase certa em listas de melhores do ano.

Tracklist:

1. Melody
2. Vanilla
3. Ghost of Romance
4. Heavy Rain
5. Taiyo no Baka
6. Angel
7. Quicksilver
8. Siesta

Lineup:

Takeshi: baixo / guitarra / vocal
Atsuo: bateria / vocal
Wata: guitarra / vocal

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Além da BabymetalAlém da Babymetal
Dez das melhores bandas de metal do Japão

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Boris"

Álbuns ao vivoÁlbuns ao vivo
10 grandes registros da história do rock

HumorHumor
As 101 regras para ser um fã da NWOBHM

Heavy MetalHeavy Metal
Os melhores álbuns de 2009 segundo o About.com

5000 acessosBandas extremas: 10 álbuns que causaram surpresa5000 acessosIron Maiden: mulheres em uniforme de couro e com spikes5000 acessosMetallica e Lady Gaga: veja a performance conjunta no Grammy5000 acessosAC/DC: bandas similares, algumas mais, outras menos5000 acessosMötley Crüe: um compêndio de devassidão e falta de moral2508 acessosGuns N' Roses: 10 melhores solos por Karl Golden e Danilo Vicari

Sobre Alisson Caetano

Reside no município de Santo Antônio da Platina, PR. Apreciador de música de qualidade, independente do estilo (com maior ênfase nos sons extremos). Redator no blog iniciante The Freak Zine, além de enviar alguns materiais para o Whiplash.

Mais matérias de Alisson Caetano no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online