Hammerfall: "(r)Evolution" não se trata de uma "volta às raízes"
Resenha - (r)Evolution - Hammerfall
Por Fabio Reis
Postado em 27 de agosto de 2014
Como muitos, eu estava aguardando este novo álbum do Hammerfall com muitas expectativas. Pela arte da capa previamente revelada, algumas entrevistas da banda e após escutar as duas faixas disponibilizadas para a audição, tudo levava a crer que iriam promover uma "volta às raízes" de seus primeiros álbuns.
De antemão, adianto que "(r)Evolution" não se trata de um resgate da musicalidade dos primórdios do grupo. Possui algumas poucas faixas que remetem a esta fase, mas não são a maioria no trabalho. Este fato não faz com que o álbum se torne ruim, mas decepciona um pouco aqueles que aguardavam algo na linha dos primeiros registros.
No geral, não vejo muita diferença entre "(r)Evolution" e os lançamentos anteriores. A mesma sonoridade de "Infected" e "No Sacrifice No Victory", mas com a pompa de trazer de volta o mascote "Hector" na capa.
Como não acho os últimos álbuns ruins, considerei o novo trabalho bem aceitável. "Infected", por exemplo, apesar de ter sido muito criticado, segue a fórmula de sempre que consagrou a banda, com o diferencial das letras terem trocado as cruzadas, batalhas, reis, templários e dragões por temas mais obscuros.
Usando o título do novo álbum, "(r)Evolution" não revoluciona e muito menos mostra uma evolução, apenas mantém o atual nível de composições que o Hammerfall vem apresentado há um certo tempo. Quem não gostou do que a banda vem fazendo nos últimos 2 registros, provavelmente não irá gostar deste, quem vinha apreciando continuará tendo a mesma opinião de sempre.
"Hector's Hymn", "Bushido", "Ex Inferis", "Origins" e "Wildlife" são os grandes momentos do álbum e garantem uma audição proveitosa, porém, sem surpresas. Outras faixas que considero interessantes são: A faixa título "(r)Evolution", "Tainted Metal" e "We Won't Back Down", porém essas três, com menos brilho e empolgação.
Os destaques negativos ficam para as dispensáveis "Live Life Loud", a fraquíssima balada "Winter Is Coming" e "Evil Incarnate", que até começa bem, mas possui um final chatíssimo.
No conjunto total da obra, o Hammerfall lançou mais um bom álbum, mas é só isso. Passa muito longe dos ótimos "Glory To The Brave", "Legacy Of Kings", "Renegade" e "Crimson Thunder", mas também não pode ser taxado como um disco ruim. Com toda certeza, não entrará na minha lista de melhores do ano, mas também não será um trabalho dispensável, que vou simplesmente esquecer e nunca mais ouvir.
No término da audição, a impressão que fica é que a banda possui um potencial muito maior do que o que vem apresentando. "(r)Evolution" agradará os fãs mais xiitas mas passará incólume pela maioria dos apreciadores do Metal. É um álbum burocrático, que eu, particularmente, esperava mais.
Faixas:
1 - "Hector's Hymn"
2 - "(r)Evolution"
3 - "Bushido"
4 - "Live Life Loud"
5 - "Ex Inferis"
6 - "We Won't Back Down"
7 - "Winter Is Coming"
8 - "Origins"
9 - "Tainted Metal"
10 - "Evil Incarnate"
11 - "Wildfire"
Integrantes:
Joacim Cans - (Vocal)
Oscar Dronjak - (Guitarra, Teclados)
Pontus Norgren - (Guitarra)
Fredrik Larsson - (Baixo)
Anders Johansson - (Bateria)
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