Primordium: Qualidade apresentada ficou muito acima da média
Resenha - Todtenbuch - Primordium
Por Marlon Lima
Postado em 24 de agosto de 2014
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Todtenbuch" é o primeiro Full-Length do PRIMORDIUM, banda de Death Metal de Natal/RN. Formada em 1999, o quarteto já lançou duas demos, "The Grand Elevation of Pagan Temple" (2001) e "The Sacred Valley of the Kings" (2002), além de um EP, "Gates of Re-Staú: Conjuration of Daemon Apopi" (2012).
Pelos títulos dos trabalhos da banda, a conexão com os estadunidenses do Nile é inevitável, já que o Egito é o tema abordado por ambos. Porém a sonoridade se diferencia, pois o Death Metal executado pelos potiguares Gerson Lima (vocal), Lux Tenebrae (guitarra), Augustus Caesar (bateria) e João Felipe Santiago Dantas (bateria) é mais cadenciado e com bases que seguem a vertente Old School, na linha do Morbid Angel, principalmente na fase "Blessed Are the Sick" de 1991.
O gutural grave de Gerson encaixa perfeitamente com o som e a atmosfera das canções dando uma tonalidade sombria, principalmente quando usa sua voz em cima das bases do teclado, esse último que faz um excelente papel nas composições, pois é usado sem demasia e cria o clima ideal proposto pela banda. A guitarra também é executada com perfeição nas partes cadenciadas, porém, nos tempos mais acelerados fica a impressão de que o som fica embolado, causando a sensação que a mesma esteja muito saturada. A cozinha segue ao longo de todas as faixas, o que o ouvinte espera que seja feito, ou seja, o básico, sem exageros ou malabarismos, e nisso a dupla se sai bem, deixando as músicas pesadas e em nenhum momento compromete a audição.
Das faixas, "Curse of Imhotep" tem um refrão totalmente hipnótico, deixando o ouvinte em transe profundo, aliás, destaque para o trabalho dos refrãos das músicas, todos soam fortes, fixando-se na cabeça e não saindo tão facilmente. Com um conjunto mais bem estruturado instrumentalmente em toda canção, "Glory of Rá" não tem, em um segundo sequer, um ponto negativo e ainda tem o solo mais inspirado de todo o álbum. Já em "Osiris (Arcanus XX)", assim como em "Khmunu", há um dedilhado acústico que poderia ter sido usado mais vezes, tamanha a perfeição melódica nas faixas citadas.
"Todtenbuch" tem a capa, que foi desenvolvida por Sandro Freitas, uma das mais belas já feitas com a temática egípcia, e a banda soube aproveitar muito bem desse diferencial, já que juntamente com o CD vem um caprichado pôster da arte gráfica.
Considerando que este é o primeiro álbum completo da banda, fica evidente que os acertos superaram os erros, pois alguns detalhes técnicos, definitivamente, não prejudicaram o resultado do trabalho. A impressão que fica é que, se seguirem a evolução natural musical, os trabalhos seguintes serão tão bons, ou até mesmo melhores, que "Todtenbuch", pois a qualidade apresentada aqui ficou muito acima da média.
Ano de Lançamento: 2014
Estilo: Death Metal
Origem: Brasil
Gravadora: Rising Records
Formação:
Gerson Lima(Vocal)
Lux Tenebrae(Guitarra)
Augustus Caesar(Bateria)
João Felipe Santiago(Baixo)
Track-list:
01-Todtenbuch
02-Curse of Imhotep
03-Mummified
04-Gates of Re-Staú
05-Legion
06-Transcending
07-Khmunu
08-Glory of Rá
09-Pillars of Eternity
10-Negative Confession
11-Osiris (Arcanus XX)
Contato:
Facebook: http://www.facebook.com/primordiumbr
Myspace: http://www.myspace.com/primordiumbr
Soundcloud: http://soundcloud.com/primordiumbr
Outras resenhas de Todtenbuch - Primordium
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Um babaca que nem sabe tocar direito": Roger Waters fala sobre James Hetfield
As 5 melhores músicas que começam com bateria, segundo Gastão
A melhor banda de metal progressivo dos EUA e Inglaterra, segundo a Loudwire
Qual banda de rock e metal melhor representa cada técnico dos 20 times do Brasileirão?
Led Zeppelin licencia "Stairway to Heaven" pela primeira vez na história
A curiosa alfinetada de Anette Olzon no Nightwish após saída de Floor Jansen
K.K. Downing se manifesta sobre aposentadoria de Ian Hill (Judas Priest)
O hino não oficial da libertação do rock and roll para Tom Morello
O clássico dos anos 2000 que é extremamente triste, mas seu autor considerava feliz
O maior guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Guitar World
Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
A banda que Brian May gostaria de ter integrado se o Queen nunca tivesse existido
Smashing Pumpkins lança "Black Stars", primeira parceria com Butch Vig em 33 anos
O desrespeito que fez Bruce Dickinson cantar show recente do Iron Maiden do backstage
Os clássicos que nem os próprios autores do Iron Maiden e do Metallica poupam
O guitarrista que foi chamado para tocar com Bob Marley e Stevie Wonder no mesmo dia
O dia que Renato Russo recebeu craque do tetra no camarim e o comparou a Ayrton Senna
O megahit de Ney Matogrosso inspirado no personagem de novela Odorico Paraguaçu


Kiss - há 44 anos, "Creatures of the Night" marcou o retorno da banda ao hard rock pesado
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
"Se o Rádio Não Toca", o raro registro ao vivo de Raul Seixas que ganhou edição definitiva
Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Alice In Chains: Sete músicas, que podem mudar a vida de uma pessoa



