Kappa Crucis: Para quem gosta de músicas sem barreiras
Resenha - Rocks - Kappa Crucis
Por Vicente Reckziegel
Postado em 22 de julho de 2014
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Às vezes é complicado a gente deixar de lado gostos pessoais, e que estes não interfiram na resenha de determinado disco, tentando assim manter o máximo de imparcialidade possível. Entretanto, algumas vezes o negócio é mandar esse tipo de pensamento as favas e dizer: Esse álbum do Kappa Crucis é bom pra car*#*o...
Se fosse necessário fazer uma comparação do som da banda, poderíamos dizer que seria uma junção de Led Zeppelin, King Diamond, The Doors, Deep Purple e um quê de Occult Rock, tudo temperado com um forte clima de Horror Show. E o mais incrível disso tudo, é que essa mistura de sonoridades cria um estilo todo peculiar, soando acima de tudo original, algo que, convenhamos, está difícil de encontrar atualmente.
Desde o principio, com a música "What Comes Down", cujo teclado cria todo um aspecto mais fantasmagórico, vemos que "Rocks" nos traz algo além do simples rock/metal. Os ótimos riffs e arranjos das músicas, o peso e a melodia encontrados em todas as dez faixas fazem com que o disco seja daqueles que podemos ouvir dezenas de vezes sem enjoar, sempre encontrando detalhes diferentes.
Não há como negar que o mestre King Diamond seja uma das maiores referências para o guitarrista/vocalista G. Fischer neste disco, algo visível em todo o transcorrer de "Rocks", mas ainda mais nítida na faixa "Between Night and Day", onde o inicio com a guitarra e os vocais remetem o ouvinte diretamente ao rei (se você não souber, poderia jurar tratar-se de uma nova música dele), e cujo final é de uma melancolia digna de uma banda Gothic/Doom (olha a porção Occult Rock aí). Já músicas como "School of Life" e "When the Legs are Wheels" são repletas de riffs e andamentos típicos do Hard Rock, sem contar "Flags and Lies", cuja jam final lembra e muito as bandas de Southern Rock da década de 70.
E também não posso deixar de destacar as grandes "Mecathronic (com um ótimo solo de guitarra e um trabalho de teclado primoroso), "Strange Soul" e a que, dentro do possível, poderíamos considerar a "balada" do disco, a melódica e bela "Invisible Man", que transparece um ar de tristeza, sendo um dos melhores momentos de "Rocks".
Destaques individuais não existem, pois todos fazem seu trabalho de forma primorosa, sendo que o legal do disco é justamente a união dos talentos de G. Fischer (Vocal/Guitarra), F. Dória (Bateria), R.Tramontin (Baixo) e A. Stefanovitch (Teclado). União está que nos traz um dos grandes álbuns dos últimos anos realizado no Brasil. Imperdível para quem gosta de música sem barreiras...
Tracklist:
01. What Comes Down
02. Mecathronic
03. School of Life
04. Invisible Man
05. Strange Soul
06. Flags and Lies
07.Nobody Knows
08.Between Night and Day
09.When the Legs are Wheels
10.The Braves and the Fools
Outras resenhas de Rocks - Kappa Crucis
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Cronos, vocalista e baixista do Venom, morre aos 63 anos
Sepultura esgota ingressos do último show da carreira
Gary Holt e Mille Petrozza homenageiam Cronos, falecido nesta quinta-feira
O curioso tema do TCC de Fernanda Lira que professora reprovou e a fez largar a faculdade
A arrepiante música do Nirvana que foi sua última gravação e último hit
Judas Priest fará turnê sul-americana em 2027, segundo o Summa Inferno
O álbum do Led Zeppelin que Jimmy Page acredita que ninguém conseguiria fazer hoje
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
Nicko McBrain relembra o dia em que ficou alucinado e confundiu ônibus com elefante
Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
Scott Ian (Anthrax) lembra como reagiu quando o Metallica demitiu Dave Mustaine
Mötley Crüe emplaca primeira música no Clube do Bilhão do Spotify
Humberto Gessinger colocou um hit do Iron Maiden entre maiores lançados em 1988
Fim do Guns foi a maior tragédia do Rock, segundo Ozzy Osbourne
Bruce Dickinson: quando ele misturou bebida e baseado e foi salvo pelo seu ídolo
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



