Kid Joe: Uma banda nova e interessante no Brasil
Resenha - Nossas Armas - Kid Joe
Por Pedro Zambarda de Araújo
Postado em 11 de julho de 2014
A banda Kid Joe lança seu primeiro EP em 2014, com o nome "Nossas Armas". O som é um hard rock direto com letras sobre política, música e protestos. É uma composição fácil de digerir e com letra simples e grudenta. De acordo com a banda, o nome Kid Joe surgiu de um conceito de herói de quadrinhos que luta contra a "verdade oficial", mostrando um mundo paralelo.
O grupo foi criado por Daniel Ribeiro (vocal e guitarra) e Thiago Freitas (baixo). A banda Kid Joe se completou como um quarteto com Leonardo Godinho (bateria) e Cassio Nogueira (guitarra).
O EP tem apenas seis músicas, mas que dão o tom exato do que o Kid Joe pretende abordar. "Nossa Arma" começa com um ritmo mais frenético e rápido, com uma letra que aborda as mentiras do que eles definem como "verdade oficial". "O discurso é preparado para enganar / São pouco os que percebem que a verdade não está lá / Os valores estão perdidos / E, aos poucos, invertidos / Pretensão material / O tribal foi omitido". A composição parece debochar do que consideramos civilizado, perto de nossas origens indígenas e consideradas mais primitivas. É um rock pesado bem à brasileira. E vem o refrão, com uma solução para a hipocrisia social: "Não importa a sua raça / Lutaremos unidos / Nossa arma é o rock'n'roll".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Controle", a segunda faixa, mostra algumas referências literárias da banda, como o livro 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, aprofundando o conceito de manipulação social, na opinião deles. A terceira música, "Olhos Fechados", fala sobre a revelação que o protagonista tem ao se livrar a manipulação. "Não tem como voltar atrás / Minha missão começa / Olha para mim e desperta", dizem os versos fáceis da canção que aborda o conceito de verdade. O andamento instrumental da banda reduz nesta faixa, para aumentar o peso da guitarra.
"Despertar" é a música mais leve do material, com guitarra elétrica abafada e um apelo maior no vocal. A letra aborda a hipocrisia de aceitar a manipulação e a verdade que realmente existe, o que é "rasgar a identidade" e "quebrar a alma".
Uma música para se tornar um participante das eleições, "Política" é um hino do Kid Joe anti-PT. Os discursos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma são utilizados ao longo da letra. O que incomoda, pelo menos para quem seja mais favorável ao PT, é que a música aborda a corrupção apenas de um partido. Não há menção às acusações de desvio de dinheiro do PSDB ou mesmo do PMDB. É uma crítica boa, mas superficial.
"Perdão" encerra o disco com uma mensagem mais paz e amor, apelando para o afeto diante dos conflitos entre a verdade e a hipocrisia. O rock consistente e coerente se mantém em todas as seis faixas.
Kid Joe conquista pelo som fácil e atraente para qualquer fã de heavy metal. Merece algumas críticas pelas letras pouco profundas quando vão tratar sobre a política nacional, atacando apenas o PT. Mas é uma banda nova e interessante no Brasil, tratando sobre temas mais relacionados com a nossa cultura.
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